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Traje à vianesa é o primeiro do país a ser certificado e chega ao mercado com o selo de autenticidade em agosto

de Andrea Cruz (RAM)

atualizada às 19:07,Qui, Fevereiro, 2017

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A vereadora da Cultura da Câmara de Viana do Castelo disse hoje que o traje à vianesa é o primeiro do país a obter certificação e que, em agosto, os primeiros exemplares com selo de autenticidade estarão no mercado.

A vereadora Maria José Guerreiro, que falava aos jornalistas à margem da reunião camarária a propósito da apresentação oficial, no sábado, da certificação do traje à vianesa, explicou que “o processo demorou cerca de três anos por ser sido pioneiro”.

“Foi a primeira vez que um traje completo foi certificado. Nunca tinha acontecido e teve que ser montada toda uma logística, todo um esquema para poder dar resposta a essa necessidade. Foi por isso que demorou mais tempo”, afirmou.

O processo de certificação foi adjudicado pela câmara municipal em maio de 2013 à Associação “Portugal à Mão”, a mesma, entre outras entidades, que também participou na certificação do bordado de Viana, concluída em agosto de 2012

O pedido de registo do típico “traje à vianesa”, com origem no século XIX, foi formalizado pela Câmara de Viana do Castelo em junho de 2015. Na ocasião, o executivo justificou a decisão de certificar o traje com a necessidade de evitar a “confusão” e a “apropriação” do mesmo por outras regiões.

No final de 2016, foi publicada em Diário da República a aprovação, pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), da inclusão da produção tradicional “Traje à Vianesa – Viana do Castelo” no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas.

Maria José Guerreiro adiantou que “os primeiros trajes produzidos de acordo com o caderno de especificações chegam ao mercado em agosto”, altura em aquele traje assume particular importância durante as tradicionais festas da Senhora da Agonia.

“A certificação destina-se a preservar e a defender não só os artesãos mas também todos aqueles que compram, todos os que querem adquirir o verdadeiro traje à vianesa”, sublinhou.

Segundo a vereadora da Cultura, a certificação “vai apenas incidir sobre a produção de novos trajes”.

“Não passa pela cabeça de ninguém que as pessoas que têm trajes tradicionais em casa há 80 anos tenham agora de certificar os seus trajes. Não é sobre esses trajes que vai incidir a certificação”, reforçou.

A responsável explicou que “todos os artesãos vão ter um caderno de especificações, que funcionará como um manual”, e revelou que será a empresa Adere Certifica “a auditar os processos de produção e atribuir a certificação”.

A apresentação oficial da certificação do traje à vianesa vai decorrer no sábado, às 16:00, no Museu do Traje, em pleno centro histórico de Viana do Castelo.

O traje assume-se como um símbolo tradicional da região nas suas várias formas, consoante a ocasião e o estatuto da mulher. Em linho e com várias cores características, onde sobressai o vermelho e o preto, foi utilizado até há cerca de 120 anos pelas raparigas das aldeias em redor da cidade de Viana do Castelo.

Os exemplares que ainda hoje se conservam, alguns nas mesmas famílias, terão cerca de 60 anos.

As características deste traje, como o seu colorido e a profusão de elementos decorativos, permitem identificar facilmente a região de origem, no concelho, motivo pelo qual se transformou, segundo os especialistas, “num símbolo da identidade local”.

A romaria d’Agonia, nomeadamente o tradicional desfile de mais de 500 mulheres devidamente trajadas pelas ruas da cidade de Viana do Castelo, assume-se anualmente, no mês de agosto, como a principal montra do “traje à vianesa”.

RAM -

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