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Alto Minho impulsiona turismo com programa que leva concertos a 30 monumentos e locais históricos

de Andrea Cruz (RAM)

atualizada às 18:39,Ter, Abril, 2018

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O Alto Minho prepara-se para receber um programa cultural com características inéditas no país que terá um forte impacto na economia, no turismo e na gastronomia da região. Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação de novos talentos, durante 15 meses vão realizar-se 30 concertos envolvendo 30 locais históricos e mais de 1500 músicos em 10 municípios. A iniciativa “Sente a História – Ação Promocional Música & Património – Novas Abordagens, Novos Talentos” representa um investimento de cerca de 350 mil euros.

O programa, que foi apresentado hoje em conferência de imprensa, decorre de 13 maio de 2018 a 20 de julho de 2019 e além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, contempla três linhas de programação: bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara, tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

As bandas filarmónicas, com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, vão atuar em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, hard rock, metal, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado.

No que diz respeito aos coros, vai estar também patente o cruzamento da tradição com a inovação. Exemplo disso é o facto de o cantor popular repentista Augusto “Canário” ter escrito as letras das canções que vão invocar as lendas da região. Em paralelo, seis compositores de referência do jazz à música erudita compuseram sobre as palavras do sentir tradicional, 10 peças corais polifónicas e ainda, um Hino do Alto Minho. São eles: Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques. Vozes de todos os coros da região vão fundir-se no Coro Intermunicipal do Alto Minho, num gran finale a encerrar o projeto em julho de 2019, onde interpretarão todas as canções das lendas e o Hino do Alto Minho.

De modo a fomentar os tesouros patrimoniais do Alto Minho, os dias em que ocorrerem os concertos serão também de património aberto, ocorrendo ainda visitas e tours guiados.   Os horários das aberturas e os locais de interesse a visitar serão divulgados em www.senteahistoria.com, app e nas redes sociais da iniciativa. Em simultâneo irá decorrer um passatempo onde os visitantes poderão registar fotografias suas, tiradas nessas visitas e concertos, habilitando-se a ganhar vouchers para desfrutar em restaurantes da região.

Organizado pela CIM Alto Minho, produzido pela Eventos David Martins e cofinanciado pelo Norte2020 – Programa Operacional Regional do Norte e integrado no Ano Europeu do Património Cultural em Portugal, a ação envolve os concelhos de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponta da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.



Para o presidente da CIM Alto Minho, José Maria Costa, esta iniciativa “pretende promover a valorização de dois importantes ativos do território: por um lado, os principais ativos patrimoniais, salientando-se o facto do Alto Minho integrar no seu território um conjunto notável de património material e imaterial, sendo inclusivamente a NUT III da Região Norte com o maior número de Monumentos Nacionais, num total de 53 imóveis com esta classificação; e, por outro, a capacitação dos ativos culturais e artísticos associados à música, possibilitando a valorização e o reconhecimento de diferentes gerações de músicos oriundos ou residentes no Alto Minho, através do desenvolvimento de competências e de novas parcerias, criando ainda condições para valorização pública desses talentos”.

A valorização destes ativos permitirá assim gerar um programa de animação e dinamização turística em rede ao nível intermunicipal que, no entender de José Maria Costa, “contribuirá para o enriquecimento da oferta turística regional e, particularmente, para o desenvolvimento do turismo cultural, proporcionando ainda a formação de novos públicos e, consequentemente, o surgimento de atividades económicas relacionadas com o turismo e o desenvolvimento sustentado da região”.

José Maria Costa salienta ainda que, com este conjunto de iniciativas, “a CIM e os municípios do Alto Minho se associam, também, ao programa das comemorações do Ano Europeu do Património Cultural em Portugal (que se assinala, pela primeira vez, por iniciativa da Comissão Europeia), com o objetivo de promover o conhecimento, o usufruto e a valorização turística dos valores históricos, artísticos e científicos dos bens patrimoniais do Alto Minho”.



David Martins, produtor do evento, explica que “este projeto conta com a participação de 15 empresas e entidades, 12 bandas filarmónicas, 10 coros, 10 orquestras e grupos de música de câmara e uma equipa técnica composta por mais de 30 pessoas”, explica. “Até ao momento, e no âmbito deste projeto, mais de 100 pessoas já receberam ações de capacitação, desde jovens maestros, agentes de informação turística e cultural e elementos dos coros e bandas filarmónicas, sendo que este número vai aumentar nos próximos meses”, conclui.

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