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Coreógrafa vianense Tânia Carvalho apresenta 20 anos de criações

de Andrea Cruz (RAM)

atualizada às 9:22,Qua, Janeiro, 2018

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Vinte anos do universo criativo da coreógrafa de Viana do Castelo, Tânia Carvalho, que cruza a dança, a pintura e o cinema, vão ser recordados num ciclo de espetáculos que decorre a partir de sexta-feira, até 04 de março, em três teatros de Lisboa.

Nascida em Viana do Castelo, em 1976, Tânia Carvalho iniciou os estudos de dança na cidade natal. Na década de noventa, prosseguiu estudos artísticos na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha, na Escola Superior de Dança de Lisboa e no Fórum Dança.

Os teatros Maria Matos, São Luiz e Camões (Companhia Nacional de Bailado) associam-se num ciclo de programação que oferece um olhar sobre este percurso de 20 anos, apresentando um programa interdisciplinar do trabalho da criadora.

O ciclo inclui peças já apresentadas, desde “Icosahedron”, que abre o ciclo, na sexta-feira e no sábado, no Teatro Maria Matos, a “27 Ossos”, a 03 e 04 de fevereiro, no Teatro São Luiz, e a estreia do filme coreografado “Um Saco e uma Pedra”, musicado por Diogo Alvim.

Reúne ainda uma criação recente com o Grupo Dançando com a Diferença, o projeto participativo Movimentos Diferentes, e uma nova criação para a Companhia Nacional de Bailado.

“De Mim Não Posso Fugir, Paciência!” estará no São Luiz, a 31 janeiro e 01 de fevereiro, “Um Saco e uma Pedra – peça de dança para ecrã”, no Maria Matos, a 06 de fevereiro, “Movimentos Diferentes”, na Biblioteca de Marvila, a 10 de fevereiro.

Será ainda apresentado “Doesdicon”, com o Grupo Dançando com a Diferença, no Teatro Maria Matos, a 15 fevereiro, e, com a Companhia Nacional de Bailado, a nova criação “Olhos Caídos + ‘S’” e “A tecedura do Caos”, no Teatro Camões, entre 22 de fevereiro e 04 de março.

As suas primeiras criações nos domínios da coreografia foram “A Corte” e “Inicialmente Previsto”, ambas apresentadas no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, esta última distinguida com o Prémio Jovens Criadores 2000, tendo sido apresentada em Sarajevo em julho do ano seguinte.

É autora de várias bandas sonoras das suas próprias coreografias, como por exemplo a de “Como Se Pudesse Ficar Ali Para Sempre” (2005), e também a de “Síncopa” (2013). Outras peças atravessam outras artes, como a pintura, em “Xilografia” (2016), pelo expressionismo e pela memória do cinema em “27 Ossos”.

“Icosahedron” venceu o prémio de melhor coreografia da Sociedade Portuguesa de Autores, em 2011.

Foto: Tanz im August

 

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