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Parque Nacional da Peneda-Gerês ligado em 2018 por rota pedestre com 200 quilómetros

de Andrea Cruz (RAM)

atualizada às 18:51,Ter, Novembro, 2017

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Uma rota pedestre com a extensão de 200 quilómetros vai ligar, a partir de junho de 2018, os cinco concelhos do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), num investimento de quase 300 mil euros, disse hoje a promotora do projeto.

Segundo a administradora delegada da Adere/Peneda-Gerês (Associação de Desenvolvimento de Desenvolvimento Regional), Sónia Almeida,  a conclusão da “Grande Rota do PNPG” está prevista para 31 de dezembro do próximo ano mas em junho “já estará marcada e sinalizada para poder ser percorrida por visitantes e turistas”.

“A ideia de projeto nasceu da necessidade sentida há já alguns anos de voltar a ser criado um percurso (chegou a existir em tempos), implementado pelos serviços do PNPG, que permitisse percorrer, a pé, todo o território”, explicou a responsável da Adere Peneda Gerês, entidade responsável pelo projeto, candidatado aos fundos do Norte 2020.

O PNPG foi criado em 1971 e é a única área protegida no país com a classificação de parque nacional. Localiza -se no noroeste de Portugal, abrangendo o território de cinco municípios: Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca (distrito de Viana do Castelo), Terras de Bouro (Braga) e Montalegre (Vila Real).

Segundo Sónia Almeida, que falava a propósito da primeira de cinco sessões de apresentação pública do projeto, hoje realizada em Melgaço, o objetivo “é melhorar as condições de visita no único parque nacional do país, adequando os interesses do desenvolvimento turístico do território com os princípios basilares da preservação e conservação da natureza”.

A implementação da rota “está a ser articulado com os conselhos diretivos dos baldios, com os municípios de Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Montalegre, bem como com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Além da criação da rota, o projeto contempla a definição e implementação de um plano de sinalização, de um regulamento de utilização, a valorização de outros trilhos complementares e o desenvolvimento de uma plataforma ‘online’ para divulgação, promoção e comunicação da “Grande Rota”.

A apresentação do projeto decorreu na Porta de Lamas de Mouro, em Melgaço, uma das cinco portas de entrada no PNPG.

Sónia Almeida explicou que serão realizadas mais quatros sessões “abertas à discussão criando assim oportunidade para que a população residente, as empresas e entidades locais possam apresentar os seus contributos”.

Para o presidente de Melgaço, Manoel Batista, aquele projeto “vem alavancar um património existente nos cinco concelhos, criando um novo produto que permite aos visitantes a realização de caminhadas pela totalidade do território”.

“É um produto turístico muito importante para toda a região e, no caso particular de Melgaço, vem ao encontro da aposta séria que temos feito no turismo. O plano estratégico que apresentámos em julho assenta no turismo de natureza. Em 2018, iremos desenvolver um conjunto de ações de divulgação do destino de natureza mais radical de Portugal, sobretudo nos países do norte da Europa e nos EUA”, afirmou.

Com uma área de mais de 70.000 hectares, o PNPG encerra “uma diversidade biológica destacada, uma riqueza específica elevada e um número significativo de espécies endémicas”, realçou.

Destaca-se ainda “pela extensão e pela diversidade de ‘habitats’ naturais”, evidenciando-se “as matas climáticas de carvalhos, associadas ao azevinho, ao medronheiro, ao teixo e ao sobreiro”.

Constitui, juntamente com o Parque Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés, na Galiza, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés e, em conjunto com esse parque natural espanhol, integra, desde 2009, a Reserva Mundial da Biosfera.

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