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Ponte pendonal a ligar Cerveira e Tomiño com projeto pronto em 2018

de Andrea Cruz (RAM)

atualizada às 15:43,Qui, Agosto, 2017

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O projeto para a construção de uma travessia pedonal e ciclável entre Vila Nova de Cerveira, no Alto Minho e Tomiño, na Galiza, orçada em cerca de dois milhões de euros deverá estar pronto em 2018. O prazo foi avançado hoje em Vila Nova de Cerveira, pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

“Na primavera do próximo ano, teremos um projeto vencedor, interessante, robusto e em condições de poder ser objeto de financiamento comunitário”, afirmou Fernando Freire de Sousa.

O responsável, que falava à margem da apresentação do concurso de ideias para a conceção do projeto daquela ligação, disse tratar-se de uma obra “absolutamente estruturante, do ponto vista da sustentabilidade e qualidade de vida, da dinamização do turismo e da gestão partilhada dos recursos”.

Fernando Freire de Sousa alertou para a “burocracia” que o projeto vai enfrentar, por envolver entidades dos dois lados da fronteira e por estar previsto para uma zona ambientalmente “sensível”.

Apelou “à exigência das entidades envolvidas na conceção do projeto inatacável, do ponto de vista dos detalhes ambientais e estruturantes para não se correr o risco de permitir que um erro impeça a realização da obra”.

O deputado para a Cooperação Transfronteiriça da Província de Pontevedra, Uxio Benitez, disse que concurso de ideias representa um investimento de 209 mil euros, financiado em 75% pelo Programa Operativo de Cooperação Transfronteiriço Espanha-Portugal (POCTEP).

O procedimento vai decorrer por fases, a primeira das quais, a abertura, por 60 dias, do período para apresentação de propostas. Posteriormente, será constituído um júri que elegerá três propostas, a quem será um prémio de nove mil euros, sendo que a vencedora receberá mais de 54 mil euros. A elaboração do projeto está orçada em 120 mil euros.

A ligação será assegurada pela construção de uma ponte pedonal e ciclável sobre o rio Minho, com cerca de 900 metros de comprimento. O processo é liderado pela Província de Pontevedra já que a construção da ponte da Amizade que, há 13 anos liga os dois municípios, foi então conduzida pelo município português.

A presidente da Câmara de Tomiño, Sandra Gonzalez, destacou a importância da nova travessia por garantir acesso mais fácil da população daquele município galego à Linha do Minho já que a estação de comboios está situada no concelho vizinho”.

“Tomiño também tem comboio só que está do lado português. Esta ligação ferroviária é estratégica nas comunicações porque Tomiño e Vila Nova de Cerveira estão no centro nevrálgico do Eixo Atlântico. Estamos situados entre duas cidades, Porto e Vigo, que têm um potencial económico incrível. Isto vem consolidar o nosso território”, afirmou a autarca.

A elaboração do projeto agora lançado a concurso internacional, integra uma candidatura apresentada, em janeiro de 2016 ao Interreg V – Programa de Cooperação Territorial.

A candidatura resultou do trabalho desenvolvido no âmbito do Pacto do Rio Minho Transfronteiriço assinado em 10 de março de 2015.

A travessia integra-se no projeto de criação de eco parque comum, o Parque Transfronteiriço Castelinho-Fortaleza, hoje apresentado pelo presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira. O parque vai resultar da união de dois espaços urbanos e de lazer, que se encontram “um em frente do outro, “separados por apenas 230 metros de água do rio Minho”.

A “oferta diversificada e complementar de valências” das duas estruturas está na origem da do projeto que terá uma área total de 24,6 hectares resultado da união do parque de lazer do Castelinho, em Vila Nova de Cerveira, e do espaço Fortaleza de Goián, em Tomiño.

O autarca português, Fernando Nogueira anunciou um investimento de 2,5 milhões de euros para a ampliação do parque de lazer do Castelinho dos atuais 6 para 14 hectares.

Revelou que a empreitada, a candidatar a fundos comunitários, inclui a construção do museu do Carocho, dedicado a uma embarcação típica do rio Minho, de uma piscina ao ar livre e campos para a prática de diversas modalidades desportivas.

“Serão equipamentos complementares aos já existentes ou a criar do lado espanhol numa lógica de gestão partilhada de recursos, um dos aspetos inovadores deste projeto de cooperação transfronteiriça”, frisou.

O objetivo é “fomentar o conceito de um destino, dois países, valorizando o rio Minho como um elemento aglutinador de desenvolvimento de diversas vertentes”.

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