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Estudo: Ninguém gosta de pessoas picuinhas

Miguel Costa

08 Agosto 2018, 10:58

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Contar euros e tostões, assim como a busca da perfeição em todos os pormenores, leva ao afastamento de familiares e amigos. E quanto a potenciais parceiros amorosos? Nem vê-los, alerta um novo estudo.

Um artigo científico publicado no periódico Experimental Psychology, e partilhado pela revista TIME, analisou como ser mesquinho ou picuinhas – estar extremamente atento intencionalmente ou não a pequenos detalhes – afeta os relacionamentos e a perceção que se tem dessas pessoas.

Os investigadores concluíram repetidamente que comportamentos mesquinhos tornam esses indivíduos que os perpetuam menos apreciados, mesmo quando as suas ações estão a beneficiar os outros.

“Ser extremamente preciso nem sempre é algo bom para a qualidade das relações”, explicou a professora Tami Kim, co-autora do estudo e docente na Universidade da Virginia, nos Estados Unidos. “Por vezes uma pequena margem de erro é uma boa ideia”.

Numa das experiência realizadas, foi exposto aos participantes o historial de duas transações numa aplicação para a realização de pagamentos. Num deles, a pessoa em questão pagou aos seus amigos com valores redondos, 10, 20 e 35 euros; enquanto que o outro, pagou 9.99, 34.95 e 20.6. Quando perguntaram aos voluntários acerca de quem gostariam de manter uma amizade a vasta maioria escolheu a pessoa que optou pelos valores redondos. Tal sugere que ser picuinhas – neste caso ao contar cada último tostão – é considerada uma qualidade negativa, disseram os autores.

E concluíram ainda que até a chamada ‘mesquinhez generosa’, em termos de tempo e dinheiro é considerada muito pouco atrativa.



Já numa outra experiência, foi mostrado a um grupo de solteiros os perfis falsos de potenciais parceiros, que incluíam a resposta relativa ao limite máximo de tempo que ajudariam um amigo a mudar e a transportar mobília.

Um dos indivíduos indicava que ajudariam na tarefa por exatamente uma hora e 56 minutos (entre as 13h e as 14h56); outro disse que ajudaria durante duas horas (entre as 13h e as 15h); e um terceiro afirmou que ajudaria por duas horas e quatro minutos (entre as 13h e as 15h04). A esmagadora maioria dos participantes mostrou-se mais recetivo a sair ou namorar com a pessoa que oferecia a opção do meio, apesar de tecnicamente o terceiro elemento se mostrar mais generoso com o seu tempo – sugerindo que ser demasiado exato é de fato desencorajador.

Os investigadores creem que esta ‘repulsa’ pela exatidão se manifesta em termos evolutivos, já que essas pessoas que buscam ativamente a perfeição poderiam ser vistas como uma ameaça e capazes de suplantar as nossas capacidades mais falíveis.

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