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PCP de Viana reclama alterações ao projeto de alargamento do cemitério de Darque

Rádio Alto Minho

13 Outubro 2016, 14:08

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A vereadora do PCP na Câmara de Viana do Castelo, Ilda Figueiredo contestou hoje o projeto de alargamento previsto para o cemitério da Darque, uma das freguesias mais populosas do concelho, por não atender às preocupações locais.

“Hoje na reunião de Câmara vamos dar conta da insatisfação que aqui existe. A população insurge-se contra esta solução seja por recearem que dentro de poucos anos voltemos a ter uma situação de falta de espaço seja porque a construção de uma nova via como está previsto pode implicar novas expropriações quando não se tem em conta o que já estava previsto no Plano de Pormenor da freguesia”, disse a vereadora comunista.

Em causa está o concurso público da empreitada de remodelação da envolvente do cemitério de Darque, aprovada em setembro passado em reunião camarária e que implica “a quase duplicação da área do cemitério daquela vila e a execução de um novo arruamento com estacionamento para cerca de 200 viaturas, com valor base de 860 mil euros”.

Ilda Figueiredo, que falava em conferência de imprensa no terreno adquirido pela autarquia para o alagamento do cemitério e acompanhada pelos eleitos do partido naquela freguesia urbana, defendeu a alteração do projeto.

“Como o projeto ainda não está fechado vamos propor que a Câmara tenha em conta estas preocupações e procure que o projeto seja alterado já que espaço existe”, sustentou.

Também Augusto Silva, membro da CDU na Assembleia de Freguesia de Darque, afirmou que alargamento previsto “vai resolver o problema da falta de espaço no atual cemitério apenas para meia dúzia de anos, no máximo”.

“Por que razão se deve manter este projeto quando existe a área da quinta da Sobreira que a Câmara adquiriu para o efeito. Por que não fazer um cemitério novo, com uma área para uma, duas ou três dezenas de anos que resolva as necessidades da população de Darque”, referiu.

Adiantou que o projeto previsto “implica expropriações de terrenos para a construção de uma nova estrada face à extinção da atual que passa junto ao cemitério”.

Aquela empreitada irá juntar-se à requalificação do espaço público do centro histórico de Darque, que prevê intervenções nas ruas Manuel Espregueira, Sacadura Cabral, Carteado Mena e Poço.

A obra, “que integra o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Viana do Castelo prevê um investimento de cerca de 950 mil euros”.

A vereadora Ilda Figueiredo adiantou que hoje, na sessão ordinária da Câmara, irá defender a inclusão, naquela requalificação, de “três pequenas ruas conexas”.

“São pequenas ruas conexas que deveriam também ser contempladas na empreitada para que não sejam esquecidas. São ruas em terra batida que precisam de obras urgentes”, frisou.

Reclamou ainda que a empreitada de modernização e eletrificação da Linha do Minho “venha a contemplar a criação de, pelo menos, mais duas ou três passagens desniveladas” no troço de ferrovia que atravessa aquela freguesia.

Em 2011, Viana do Castelo foi o primeiro concelho do país, atravessado por linhas férreas, a eliminar totalmente as passagens de nível, após um investimento de 15 milhões de euros, iniciado 2005.

O projeto contemplou a construção de alternativas às anteriores 24 ligações sobre a linha.

Em Darque, segundo Ilda Figueiredo, “existiam sete passagens de nível que foram substituídas por duas ligações desniveladas e uma pedonal”.

“Face à extensão da linha na freguesia as pessoas atravessam a linha de qualquer forma com riscos sérios de segurança. Com o arranjo da Linha do Minho este problema tem que ser resolvido e ter em conta mais passagens pedonais e desniveladas”, frisou.

 

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