Ex-trabalhadores dos ENVC dizem que comissão parlamentar prometeu “tentar arranjar soluções”
25 Outubro 2016, 13:34
O porta-voz dos ex-trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo que em 2017 deixam de ter subsídio de desemprego classificou de “positiva” a reunião, hoje, com a comissão parlamentar do Trabalho e Segurança Social que se comprometeu a “tentar encontrar soluções”.
“Foi uma reunião positiva. Expusemos as nossas preocupações e a comissão parlamentar comprometeu-se a tentar arranjar as melhores soluções para minimizar a situação dramática dos cerca de 400 ex-trabalhadores que a partir de 2017 deixam de ter acesso ao subsídio de desemprego”, afirmou António Ribeiro.
O porta-voz da comissão representativa dos ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), que falava à saída do encontro realizado hoje na Assembleia da República, em Lisboa, referiu ter havido, por parte dos elementos que integram aquela comissão parlamentar, “uma grande sensibilidade e entendimento” para os “problemas colocados em cima da mesa”.
“Vão tentar ajudar o máximo que puderem para, em conjunto com o governo, encontrar a melhor solução para o nosso caso”, frisou.
Em causa estão “cerca de uma centena de ex-trabalhadores que no próximo ano ainda não reúnem condições para pedir a pré-reforma e que vão ficar sem subsídio de desemprego”. Outros “300 ex-trabalhadores poderão passar à reforma mas com penalizações”.
Em 2014, quando os estaleiros foram subconcessionados à Martifer estavam ao serviço 609 trabalhadores. O plano de rescisões amigáveis a que os trabalhadores foram convidados a aderir custou ao Estado 30,1 milhões de euros.
A comissão representativa dos ex-trabalhadores foi criada no início de setembro para discutir o seu futuro com forças políticas e agentes do poder e já se reuniu com o PCP, com o Bloco de Esquerda, com o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), com o presidente da Câmara de Viana do Castelo e hoje com a comissão parlamentar do Trabalho e Segurança Social.
Continua a aguardar por resposta aos pedidos de reunião enviados ao PS, PSD e CDS e ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.





















