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Alegações de caso de favorecimento na contratação de pessoal por ex-autarca de Caminha marcadas para dia 16

Rádio Alto Minho

07 Novembro 2016, 11:42

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As alegações do caso de favorecimento na contratação de pessoal que envolve a ex-presidente da Câmara de Caminha, Júlia Paula Costa, estão marcadas para o próximo dia 16, a partir das 14 horas, no tribunal de Viana do Castelo.

Segundo fonte ligada ao processo, no mesmo dia mas durante a manhã serão ouvidas as últimas testemunhas no processo.

O julgamento começou em maio passado. Na primeira sessão a ex-autarca do PSD negou “qualquer intervenção” na abertura dos concursos e admissão de duas técnicas superiores para departamentos da autarquia, garantindo que homologou a sua contratação de acordo com a lei em vigor.

“É falso, nunca o fiz, nunca o faria, nem nunca farei se vier a desempenhar qualquer outro cargo”, afirmou a social-democrata Júlia Paula Costa perante o coletivo de juízes, no início do julgamento a que chegou, acusada de quatro crimes, dois de prevaricação e outros dois de abuso de poder.

O processo remonta a 2010 e prende-se com a realização de vários concursos para a admissão de técnicos superiores para diferentes departamentos camarários.

A ex-autarca negou sempre “ter tido intervenção quer na abertura de concursos para preenchimento de vagas, responsabilidade que atribuiu aos serviços camarários que faziam o levantamento das necessidades, quer na composição do júri dos concursos, cuja constituição atribuiu à secção de pessoal, tendo refutado ter tido influência na escolha dos candidatos” que vieram a preencher as vagas abertas.

“Nunca participei, absolutamente na decisão, nunca participei na escolha do júri”, sustentou, adiantando que se limitava a questionar “se havia dotação orçamental para as contratações e o quadro de pessoal impunha a abertura de novos concursos”.

“Vinha tudo feito da secção de pessoal e eu, como presidente da Câmara Municipal, responsável pelos recursos humanos, tinha de assinar”, disse.

“Limitava-me a fazer aquilo que os serviços técnicos consideravam correto e legal, pelo que fazia a homologação”, sustentou.

Para Júlia Paula Costa, este caso “não passa de uma cabala e de um ataque político, de uma vingança pessoal de uma assessora que afastou do cargo e que hoje é assessora do atual presidente da Câmara de Caminha”.

O caso envolve ainda dois funcionários daquela autarquia, acusados pelo Ministério Público (MP) dos crimes de prevaricação e abuso de poder, em coautoria.

 

FOTO:Twitter

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