‘Graffiter’ desafiado pela Methamorphys a pintar espírito de loja de rua de Viana
17 Novembro 2016, 18:20
Um ‘graffiter’ de Viana do Castelo foi convidado pela associação Methamorphys a retratar o “espírito” da “Street Store”, conceito que surgiu na África do Sul para ajudar pessoas carenciadas, que a insitutição vai realizar, no sábado.
Mafalda Ribeiro explicou que o objetivo é fazer uma ligação entre aquela arte de rua e missão da loja de rua, de apoio às pessoas sem-abrigo e carenciadas e que evolvente os utentes do Casulo Abrigo e do Centro de Acolhimento Temporário (CAT), eles próprios com experiências de vida semelhantes.
A loja de rua, este ano na segunda edição, vai decorrer, no sábado, entre as 10:00 e a 17:00, na avenida Capitão Gaspar de Castro, num espaço junto ao estabelecimento prisional da cidade, cedido pela Câmara local.
O ‘graffiter’ vai dispor de quatro telas de grandes dimensões cedidas por uma empresa local, que serão instaladas no recinto onde se vai realizar o evento, “para dar largas à imaginação”.
A organização desafiou o artista inspirar-se “no ambiente que o rodeia e em palavras-chaves como pobreza, espírito cooperativo, comunidade e inclusão social”.
O resultado final da pintura ‘graffiti’ reverterá para a Methamorphys que irá promover a sua venda como forma de angariar fundos para a instituição.
A animação artística da loja de rua contará ainda com a participação de um ?rapper’ local e da “Dança e Companhia”, uma escola de dança da cidade.
Mafalda Ribeiro, explicou que o conceito da loja de rua, introduzido em Portugal em outubro de 2014, foi reajustado pela Methamorphys com o objetivo de dotar os utentes da instituição de competências que os habilitem a construir um novo projeto de vida.
Este ano a associação vai doar parte do calçado recolhido para a loja de rua aos reclusos do estabelecimento prisional da cidade, no âmbito de protocolo celebrado entre as duas partes.
O conceito de “Street Store” consiste numa loja de rua para pessoas em situação de vulnerabilidade social, onde se vai “vender” roupa, sapatos e livros mas em que o dinheiro não entra.
Vão estar expostos vários artigos, desde peças vestuário, sapatos, roupa de cama, produtos de higiene, sendo que os interessados podem levar o que precisarem.
Os pontos de recolha dos bens doados para a loja de rua estão distribuídos por vários locais da cidade e o evento tem sido divulgado nas redes sociais.





















