Ex-trabalhadores dos estaleiros de Viana recebidos dia 20 no Ministério de Vieira da Silva
13 Dezembro 2016, 11:06
Um grupo de ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) que em 2017 deixam de ter subsídio de desemprego vão ser recebidos, no próximo dia 20, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para alertar o Governo “futuro dramático” que vão enfrentar a partir do próximo ano.
Segundo o porta-voz da comissão representativa dos ex-trabalhadores dos ENVC, António Ribeiro “uma delegação de antigos funcionários da empresa pública vai reunir-se, no próximo dia 20 de dezembro, às 11:30, com responsáveis do gabinete do ministro Vieira da Silva para apresentar as suas preocupações quando ao futuro que se avizinha”.
Em causa estão “cerca de uma centena de ex-trabalhadores que no próximo ano ainda não reúnem condições para pedir a pré-reforma e que vão ficar sem subsídio de desemprego”. Outros “300 ex-trabalhadores poderão passar à reforma mas com penalizações”.
A reunião agendada para o próximo dia 20, em Lisboa, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social surge na sequência da garantia dado, em novembro passado, em Viana do Castelo, pelo ministro Vieira da Sila àqueles ex-trabalhadores.
Na altura, durante uma visita à capital do Alto Minho, o governante foi abordado por cerca de 30 ex-trabalhadores dos estaleiros que lhe pediram uma audiência para analisar a questão.
Na altura António Ribeiro afirmou que o governante disse “estar inteirado da situação”, tendo-os encaminhado para um assessor do seu gabinete “.
Antes da reunião no Ministério tutelado por Vieira da Silva os ex-trabalhadores vão reunir para “fazer um ponto de situação dos contactos desenvolvidos desde setembro e definir novas ações a realizar no futuro, caso não saiam soluções do encontro que irão manter com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social”.
A reunião dos ex-funcionários da empresa pública está marcado para sexta-feira, 16 de dezembro, a partir das 14:30, na Junta de Freguesia da Meadela, em Viana do Castelo.
Em 2014, quando os estaleiros foram subconcessionados à Martifer estavam ao serviço 609 trabalhadores. O plano de rescisões amigáveis a que os trabalhadores foram convidados a aderir custou ao Estado 30,1 milhões de euros.
A comissão representativa dos ex-trabalhadores foi criada no início de setembro para discutir o seu futuro com forças políticas e agentes do poder e já se reuniu com o PCP, com o Bloco de Esquerda, com o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), com o presidente da Câmara de Viana do Castelo e com a comissão parlamentar do Trabalho e Segurança Social.
Continua a aguardar por resposta aos pedidos de reunião enviados ao PS, PSD e CDS.





















