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Pescadores de Castelo de Neiva satisfeitos com obras no portinho mas preocupados com as rendas dos novos armazéns

Rádio Alto Minho

29 Dezembro 2016, 13:11

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Os pescadores de Castelo de Neiva, Viana do Castelo, veem com bons olhos a modernização do portinho local,lançada a concurso público esta quinta-feira, mas não querem “pagar renda” nos armazéns de aprestos previstos no projeto da Polis Litoral Norte.

Em declarações à RAM, a presidente da associação de aramadores de pesca daquela freguesia, Maria José Neto “é sempre bom” melhorar as condições de trabalho daquela comunidade piscatória mas manifestou-se “preocupada” com o pagamento de rendas pela utilização dos novos armazéns de aprestos.

“Os armazéns de aprestos que existem são nossos. Foram construídos por nós, em terrenos cedidos pela Junta de Freguesia. Agora com a construção dos novos, pela Polis Litoral Norte, vamos passar a pagar renda. Os pescadores já disseram que não vão pagar”, afirmou Maria José Neto.

A pesca artesanal movimenta naquela freguesia cerca de uma centena de famílias. Operam naquele portinho 30 pequenas e cerca de 70 pescadores.

Revelou ainda  que tem mantido contactos “com a Junta de Freguesia, a Câmara de Viana do Castelo e a sociedade Polis Litoral Norte para tentar melhorar o negócio”.

“Os pescadores estão preocupados porque vai ser muito dinheiro. Vamos ver se conseguimos encontrar a melhor solução porque o pessoal já disse que não paga”, sustentou a responsável adiantando que naquele portinho existem atualmente cerca de meia centena de armazéns de aprestos.

A intervenção prevista para aquele portinho, financiada por fundos do Programa Operacional Regional do Norte e com um prazo de execução de 240 dias, “visa a melhoria do funcionamento da atividade piscatória”, atualmente, “a funcionar de modo desorganizado”.

A obra inclui a “substituição dos armazéns de aprestos existentes por novas construções, devidamente infraestruturadas, dispostas de modo a conferir melhores condições de trabalho para os pescadores”.

O projeto prevê a construção de “uma oficina de reparação de embarcações, um posto de abastecimento de combustível para as embarcações, locais para a recolha seletiva de resíduos, um novo guincho na rampa de acesso, e o aumento e reorganização das zonas de trânsito e aparcamento das embarcações de pesca em terra”.

A intervenção vai ainda criar “uma área para manuseamento, lavagem e reparação das artes da pesca e beneficiar toda a rede de infraestruturas básicas, estando também previstos trabalhos de recuperação da zona dunar, integrada na área de jurisdição portuária”.

 

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