Direção de Bombeiros de Melgaço reconhece falta de operacionais mas diz que socorro à população não está em causa
12 Janeiro 2017, 13:30
A Direção dos Bombeiros de Melgaço admitiu hoje que o pedido de inatividade apresentado por 27 dos 48 efetivos condiciona a resposta da corporação mas afirmou que o socorro ficará assegurado ainda que acionando meios de outros concelhos.
presidente da associação humanitária dos bombeiros de Melgaço, disse que há “constrangimentos na resposta operacional” mas que “até ao momento o socorro à população não foi posto em causa”.
” Se isso acontecer teremos que aplicar o princípio de subsidiariedade e recorrer às corporações de municípios vizinhos, decisão que passará pelo Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo”, reforçou.
Garantiu que a prioridade “é a resposta ao nível do socorro à emergência pré-hospitalar e dos serviços de saúde”.
Em causa está o “pedido de inatividade” apresentado por 25 operacionais, mais dois elementos do comando, na sequência das eleições realizadas em novembro passado e que ditaram a reeleição a atual direção, a única lista que se apresentou ao sufrágio. Acrescenta-se a isto a exoneração do comandante, solicitada pelo próprio.
Segundo Luís Matos, o pedido de inatividade “é um direito que assiste ao bombeiro e que pode ser revertido a qualquer momento por intenção do próprio”.
O responsável assegurou que a direção da associação humanitária dos bombeiros, “está a envidar todos os esforços para minimizar a falta de operacionais no quartel” revelando ter conseguido “sensibilizar quatro elementos do quadro de reserva, condutores de veículos pesados, no sentido de apoiar a corporação nesta fase”.
O presidente da direção frisou que o “pedido de exoneração do comandante da corporação, com efeitos a 31 de dezembro de 2016 não veio ajudar em nada”.
Luís Matos, que tomou posse no passado dia 02 de janeiro, referiu que “o operacional mais graduado assumiu o comando interino da corporação” e adiantou que a direção “tem desenvolvido contactos com os elementos em causa, no sentido de os sensibilizar a reconsiderar o pedido de inatividade”.
“Temos estado a apelar ao bom senso de todos para que esta situação se restabeleça o mais rápido possível e a corporação regresse à normalidade”, disse, admitindo que na origem desta situação “o desagrado dos bombeiros relativamente a um elemento que integra a direção”.
“Não posso apontar prazos para a resolução desta situação mas o impasse não se pode prolongar eternamente no tempo”, sustentou, adiantando que “os sócios poderão ser chamados a pronunciar-se”.
Já o ex–comandante da cooperação, Gaspar Caldas, explicou que a posição dos operacionais e elementos do comando “traduz a revolta do pessoal, que se sente ignorado e enganado”.
Explicou que na origem da posição dos bombeiros “está a continuidade da tesoureira na atual direção, apesar de promessas feitas pelo presidente de que não tomaria posse no novo mandato”.
“Temos de aguardar para ver se o impasse se resolve. Só espero que não cause danos irreparáveis como a extinção da corporação”, afirmou.
Disse ainda “ter apelado à população do concelho para se manifestar nas ruas através de um protesto que se faça ouvir também na Galiza, na localidade vizinha de Arbo, onde muitas vezes a corporação vai prestar socorro”.





















