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Ponte da Barca já faz parte da rede mundial de cidades magalhânicas

Rádio Alto Minho

20 Janeiro 2017, 10:39

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A Câmara de Ponte da Barca anunciou a integração do município na Rede Mundial das Cidades Magalhânicas, considerando tratar-se de “uma conquista” por defender que Fernão de Magalhães é natural daquele concelho do Alto Minho.

Em comunicado, aquela autarquia do distrito de Viana do Castelo revelou que a integração do município naquela rede,  aprovada na quinta-feira, resultou “do empenho e resiliência em defender os interesses do concelho e defender Fernão de Magalhães como Barquense”.

A Rede Mundial das Cidades Magalhânicas envolve cidades e localidades a nível mundial “que reclamam para si um conjunto de evidências e factos históricos que as integraram, no passado, no grande projeto de circum-navegação de Fernão de Magalhães e revela uma enorme dinâmica de missão em elevar a vida e a obra deste navegador a categoria mundial”.

Para o presidente da Câmara de Ponte da Barca, o socialista Vassalo Abreu, citado naquela nota, “e hoje inquestionável que Fernão de Magalhães nasceu em Ponte da Barca e que daqui saiu para o mundo”.

“Não existe nenhum historiador português que afirme o contrário. Ainda recentemente, o professor Amândio Barros publicou uma segunda edição da obra O Homem que Navegou o Mundo, em busca das origens de Magalhães, em que afasta todas as outras possibilidades”, sustentou o autarca, referindo-se ao Porto ou a Sabrosa, em Trás-os-Montes.

Segundo o município de Ponte da Barca, “Fernão de Magalhães nasceu na freguesia de Paço Vedro de Magalhães, ou seja, em Paço Velho de Magalhães e no seu testamento, que se encontra em Sevilha, lê-se que “é oriundo do lugar de La Puente de La Barca, de Las Terras de Nóbrega”, designação anterior do concelho”.

Naquele município, o navegador dá nome a uma rua e a uma praça onde, em outubro de 2016, foi inaugurado um monumento em sua homenagem. A autarquia tem ainda “apoiado a publicação de trabalhos científicos sobre o navegador e o seu tempo”, tendo ainda “atribuído o seu nome ao Centro Interpretativo, “um espaço de divulgação do património arqueológico e arquitetónico, que convida o visitante a percorrer o concelho e a conhecer, no lugar, os pontos de interesse”.

 

 

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