Jerónimo de Sousa defende que Estado deve resolver caso de ex-trabalhadores dos ENVC sem subsídio
04 Fevereiro 2017, 17:22
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa disse hoje, em Viana do Castelo, que é tempo do Estado assumir as suas responsabilidades relativamente aos ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) que vão deixar, ao longo deste ano, de ter acesso ao subsídio de desemprego.
“É tempo do Estado, que é responsável pela situação que foi criada, atender pelo menos a esta situação dramática destes trabalhadores que veem o seu futuro a prazo”, afirmou o líder comunista durante um almoço convívio na escola secundária de Monserrate, que reuniu mais de 200 militantes.
Jerónimo de Sousa adiantou que “muitos deles correm o risco de, a meio do ano que está a decorrer, perderem o direito ao subsídio desemprego”, e acrescentou que aqueles trabalhadores “ficam com a vida totalmente desarticulada e sem perspetivas de futuro”.
Em causa estão cerca de uma centena de ex-trabalhadores que não reúnem condições para pedir a pré-reforma e que vão ficar sem subsídio de desemprego ao longo deste ano.
Jerónimo de Sousa referiu que “hoje começa a ficar cada vez mais claro todo o processo que levou à destruição dos ENVC como empresa pública se deveu fundamentalmente a uma opção política particularmente do Governo anterior, mas com responsabilidades de outros que o antecederam”.
“Era claro o atraso das encomendas, o atraso da entrega dos navios, a par de uma campanha de que os Estaleiros não tinham trabalho. Foi tudo concertado para conseguir a privatização e a destruição dessa empresa pública, com o despedimento de centenas de trabalhadores”, disse.
Adiantou que “já depois de estar concretizada a privatização à West Sea, de repente, o trabalho surgiu”.






















