Monção e Salvaterra do Miño querem pesca da lampreia a começar mais cedo
06 Fevereiro 2017, 14:10
O presidente da Câmara de Monção, Alto Minho e de Salvaterra do Miño, Galiza, defenderam hoje a abertura, antes de 15 de fevereiro, da pesca da lampreia nas pesqueiras do rio Minho por considerem que “prejudica” a economia local.
Em comunicado, a Câmara portuguesa adiantou que a “reivindicação” conjunta dos dois municípios já foi transmitida “por diferentes meios aos responsáveis, procurando sensibilizá-los para uma antecipação da presente data para o dia 01 de fevereiro”.
A pesca da lampreia no rio Minho, com embarcação, começou no passado dia 04 de janeiro e prolonga-se até 22 de abril. Já nas pesqueiras a faina vai começar no dia 15 fevereiro e prolongar-se até 15 maio.
A atividade decorre em cerca de 35 quilómetros daquele rio internacional, variando em função da arte utilizada, já que pode ser feita com “lampreeiras”, a bordo de embarcações artesanais, ou com pesqueiras armadas arte denominada botirão e cabaceira (estruturas antigas, em pedra, existentes no rio).
Os autarcas de Monção e Salvaterra de Miño, Augusto de Oliveira Domingues e Arturo Grandal, respetivamente, argumentam que a abertura “tardia” da captura daquele ciclóstomo nas pesqueiras, com uma “diferença de mês de meio” da pesca com embarcação “prejudica quem vive exclusivamente da pesca ou encontra naquela atividade um complemento económico à sua profissão”.
“Penso que esta situação prejudica seriamente pescadores e restaurantes, algo que não pode acontecer. Tanto eu, como o alcaide de Salvaterra de Miño temos falado com os comandantes das capitanias de Caminha e Tui, fazendo-os sentir a necessidade em alterar a data, encurtando o tempo entre a foz e os nossos concelhos. O dia 1 de fevereiro parece-nos uma data razoável”, sustentou, citado naquela nota.
A Câmara de Monção adiantou que os 18 restaurantes do concelho que estão a participar na iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência, que decorrer entre 15 de janeiro e 15 de abril, “têm servido lampreia comprada fora do concelho”.





















