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Consulta da dor crónica da USF Lethes, de Ponte de Lima, segue 100 utentes

Rádio Alto Minho

20 Fevereiro 2017, 13:12

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A consulta da dor crónica criada na Unidade de Saúde Familiar (USF) Lethes, em Ponte de Lima, passou, em dois anos, de cerca de 20 para 100 doentes, uma resposta que os responsáveis pretendem reforçar ainda mais.

Segundo o médico Raul Marques Pereira a intenção passa por “criar condições estruturais e logísticas na USF para alargar o leque de doentes com acesso a esta consulta” sublinhando que “80% dos doentes atuais tem a dor controlada e melhor qualidade de vida”.

“A USF Lethes serve uma população de cerca de 16 mil pessoas e o que pretendemos, se nos derem condições, é aumentar a acessibilidade de doentes com dor crónica e incapacitante à esta consulta, que já entrou em velocidade cruzeiro”, frisou.

A consulta da dor crónica foi criada em 2015 e é, segundo aquele clínico de Medicina Geral e Familiar, “a única em Portugal a funcionar num centro de saúde”.

“As consultas de dor crónica existem apenas em hospitais centrais e distritais. Esta foi a primeira a ser criada na área dos cuidados primários de saúde”, reforçou o médico de 35 anos, há dez a exercer naquela USF.

Naquela consulta coordenada por Raul Marques Pereira são seguidos essencialmente doentes com patologia osteoarticular, com dor neuropática pela diabetes, com doença reumática e uma minoria de doentes oncológicos, sendo que a média de idades ronda os 70 anos.

Raul Marques Pereira explicou que o “sucesso” daquela resposta resulta “da rapidez no acesso à consulta, que pode ser marcada de uma semana para a outra, no acompanhamento regular do doente, uma vez por mês, e na terapêutica ajustada a cada caso”.

“É feita uma avaliação completa ao doente e é em função da informação recolhida nessa avaliação que é definida a terapêutica farmacológica. O seguimento regular do doente permite ir ajustando a medicação até a dor estar controlada”, especificou.

O coordenador da consulta de dor da USF Lethes, que tem um mestrado em Evidência e Decisão em Saúde, afirmou que a ideia de criar aquela consulta surgiu da “falta daquela resposta ao nível dos centros de saúde e face ao número elevado de doentes que, nas consultas de rotina de medicina geral e familiar, se queixavam de dor”.

“Como gosto desta área e tenho bastante formação em dor crónica decidi propor a aproximação da consulta aos doentes”, destacou.

FOTO: Just News

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