Alvarães revive domingo procissão do senhor dos Enfermos
16 Março 2017, 10:59
As ruas da vila de Alvarães, Viana do Castelo vão, no domingo, ser cobertas por um tapete de florido com cerca de 1,5 quilómetros, confecionado pela população local para assinalar a passagem da procissão do Senhor dos Enfermos.
O presidente da Junta de Freguesia de Alvarães, Fernando Martins, explicou que o percurso total da procissão é de seis quilómetros mas a extensão dos tapetes floridos, “feitos de pétalas, serrim colorido e verduras depende do número de doentes e das famílias e amigos que decidem convencioná-los”.
Este ano, segundo as estimativas do autarca, os tapetes, que vão começar a ser confecionados a partir das 10:00, deverão atingir cerca de 1,5 quilómetros.
“Cada vez se fazem menos metros mas o importante é não deixar morrer a tradição que se perde no tempo e tentar passá-la às gerações futuras”, afirmou o autarca daquela freguesia da margem esquerda do rio Lima.
A tradição manda que a procissão do Senhor dos Enfermos tenha lugar sempre no terceiro domingo da Quaresma.
“Às pessoas que estão doentes e não podem ir à igreja comungar, o pároco leva o Senhor até às suas casas”, especificou o autarca.
Os moradores nos vários lugares começam a atapetar as ruas logo a partir das 10:00, para que às 14:30, hora da saída da procissão da igreja paroquial, as ruas estejam devidamente engalanadas.
A freguesia de Alvarães é também conhecida pelos andores floridos, feitos com “milhares de pétalas frescas e folhas variadas”, ex-líbris das festas das Cruzes que se realizam em maio.
Manda a tradição, que remonta a 1946, que as pétalas das flores utilizadas na confeção dos andores sejam colhidas nos montes de Viana do Castelo e coladas com uma cola feita à base de farinha que garante a humidade necessária para que as pétalas se aguentem vários dias “viçosas e coloridas”.
Um trabalho minucioso que através da conjugação das cores e texturas das pétalas forma desenhos temáticos, transformando os andores em verdadeiras obras de arte popular, com motivos religiosos, paisagísticos e monumentais.









































