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Ministro Pedro Marques diz que modernização da linha do Minho fica pronta, ao mesmo tempo, nos dois lados da fronteira

Rádio Alto Minho

17 Março 2017, 13:35

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O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, disse hoje ter o “compromisso” do Governo espanhol para que a modernização da linha do Minho seja concluída ao mesmo tempo nos dois lados da fronteira, no final de 2019.

“Gostava de destacar a excelente coordenação com os nossos colegas espanhóis que em reuniões de trabalho – a nível técnico e depois a nível político com o meu contraparte, o ministro Íñigo de la Serna – combinámos, acordámos entre os dois Governos que os cinco quilómetros que faltam junto à fronteira, de eletrificação do lado espanhol, vão ser concluídos, no mesmo prazo, da realização das nossas obras”, afirmou.

Pedro Marques, que falava aos jornalistas em Valença à margem do lançamento do concurso público para a eletrificação do último troço da ligação ferroviária do Minho até à fronteira com Espanha, adiantou que os dois Governos “estão completamente coordenados para que, depois, toda a circulação seja realmente em tração elétrica até Vigo”.

“É um compromisso firme que, aliás reforçaremos na cimeira ibérica que se realizará aqui no Norte, em breve, mas há uma total consonância de calendários e o compromisso do lado do Governo de Espanha é a realização das obras que faltam, é um percurso pequeno de cerca de cinco quilómetros, em colaboração connosco, no mesmo calendário que nós próprios temos”, sustentou.

Segundo dados avançados hoje pela Infraestruturas de Portugal (IP), a requalificação da linha ferroviária entre Nine-Viana-Valença, a concluir até 2019, vai representar um investimento global de 83,2 milhões de euros.

Pedro Marques disse tratar-se de uma empreitada de “grande complexidade técnica, que exige grande planeamento por parte das equipas de engenharia”, uma intervenção que tem de ser feita “em condições exigentes”, durante a noite e madrugada, para não afetar a circulação ferroviária normal.

A empreitada do troço entre Viana do Castelo e Valença, hoje apresentada publicamente na estação de caminhos-de-ferro de Valença, está orçada em 28,5 milhões de euros.

O governante sublinhou que a modernização e eletrificação daquela ligação vai permitir “triplicar” a capacidade de circulação, com mais comboios por dia, passando dos atuais 15 para 20, e de maiores dimensões, de 300 para 750 metros.

Destacou que com esta obra haverá “mais conforto, mais segurança e melhores tempos de transporte” para os passageiros e “mais eficiência para as empresas e para o transporte de mercadorias”, realçando que esse aumento de eficiência vai possibilitar “reduções do preço dos fretes de carga até 30%”.

Disse tratar-se de uma obra “muito importante” para o Alto Minho e para a eurorregião dadas “as fortes ligações que a indústria, que tem estado a desenvolver de um modo espetacular na região, tem à Galiza”.

“Com este trabalho, as nossas mercadorias poderão chegar mais rapidamente ao nosso porto de Leixões e as peças de automóveis fabricadas aqui poderão chegar mais rapidamente à Galiza”, destacou.

Em janeiro iniciou-se a eletrificação do troço de 43,6 quilómetros que liga Nine (Braga) a Viana do Castelo, num investimento de 28,5 milhões de euros e igualmente inserida num plano para modernização da Linha do Minho.

A modernização dos 92 quilómetros da linha do Minho é há muito reclamada pelas autarquias e empresários da região e pela associação transfronteiriça Eixo Atlântico.

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