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Ex-trabalhadores dos ENVC promovem marcha silenciosa em Lisboa para exigir regime de exceção

Rádio Alto Minho

29 Março 2017, 18:03

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Os ex – trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo decidiram, hoje, por unanimidade, realizar uma marcha “silenciosa”, no próximo dia 28 de abril, em Lisboa, rumo ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, para exigir um regime de exceção para os cerca de 100 antigos funcionários que, até maio, vão perder o subsídio de desemprego.

“Marcámos, para dia 28 de abril, em Lisboa, uma marcha silenciosa até ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para entregar um documento com as nossas preocupações”, afirmou hoje o porta-voz da comissão representativa dos ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), António Ribeiro.

Aquele responsável, que falava aos jornalistas no final de uma reunião onde participaram cerca de uma centena de antigos funcionários da empresa pública de construção naval, adiantou que aquele protesto, “poderá ficar sem efeito se, até aquela data,  obtivermos respostas às nossas preocupações, quer a nível local a nível governamental”.

Em causa estão “cerca de uma centena de ex-trabalhadores que, até maio, ficam sem subsídio de desemprego e qualquer apoio social por não terem atingido os 57 anos exigidos pela lei para requererem a reforma antecipada por desemprego prolongado”.

“Se há quatro anos houve uma exceção para destruir a empresa e apresentar um plano de rescisões amigáveis agora também deve haver um regime de exceção face às penalizações com que estamos confrontados”, afirmou o porta-voz daquela comissão criada em setembro de 2016 para discutir o seu futuro com forças políticas e agentes do poder.

António Ribeiro adiantou ter sido também “aprovada por unanimidade” a presença dos antigos funcionários da empresa pública de construção naval, no próximo dia 03 de abril, na Assembleia Municipal de Viana do Castelo para pedir o apoio da cidade à sua luta”.

“Vamos à Assembleia Municipal manifestar as nossas preocupações e pedir apoio financeiro para nos deslocarmos a Lisboa, ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Vamos pedir à Câmara de Viana do Castelo que esteja connosco”, disse na Junta de Freguesia da Meadela, onde decorreu a reunião dos ex-trabalhadores dos ENVC.

Em outubro passado, o presidente da Câmara, José Maria Costa anunciou uma proposta, a apresentar ao Governo, que prevê um programa de formação que permita empregar nas novas empresas locais os ex-trabalhadores dos estaleiros.

Na altura, explicou que o objetivo é dar aqueles ex-trabalhadores “novas competências ou reorientar as suas competências profissionais atendendo a que Viana do Castelo está, neste momento, a atrair novos investimentos no setor automóvel”.

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