Visita às igrejas de Viana é um dos pontos altos do programa Páscoa Doce
03 Abril 2017, 15:52
A tradição secular da visita às igrejas e capelas situadas no centro histórico de Viana do Castelo é um dos pontos altos do programa Páscoa Doce hoje apresentado, publicamente, pela vereadora da Cultura. MariaJosé Guerreiro referiu que, este ano, são 21 as igrejas e capelas vão estar de portas abertas. Alguns daqueles templos só podem ser visitados nesta altura do ano, “como é o caso da Capela da Casa da Carreira, construída no início do século XVIII, propriedade da câmara, e a capela do Museu de Artes Decorativas”.
Engalanados de flores, entre os 21 templos abertos na quinta-feira, à noite, que são visitados “por milhares de pessoas”, contam-se ainda as capelas da Conceição da Rocha e das Malheiras, a capela do Gil Eannes, no antigo navio-hospital, a Sé Catedral e a Capela das Almas, que foi a primeira Matriz de Viana do Castelo e que coloca a presença cristã na localidade no século IX.
Manda a tradição que a visita seja em número ímpar de templos, uma vez que os principais quadros religiosos alusivos à Páscoa também são compostos por números ímpares, como as três quedas de Cristo a caminho do Calvário e as cinco chagas.
As visitas noturnas aos templos, situados no centro histórico da cidade, no dia 13 de abril, começam às 20:00 e terminam às 24:00.
Outra das propostas do “Páscoa Doce” é a Mesa dos Três Abades, tradição que se cumpre no Largo das Neves, numa iniciativa das Juntas de Freguesia de Barroselas, Mujães e Vila de Punhe.
Os compassos pascais das três encontram-se na segunda-feira, 17 de abril, na Mesa dos Três Abades, situada no Largo das Neves, cumprindo uma tradição que remonta a tempos antigos.
O encontro das cruzes está marcado para as 12:30, sendo a ocasião tradicionalmente aproveitada para içar a bandeira da Festa das Neves, num lugar “sui generis”, já que tem um pedaço de cada uma daquelas três freguesias.
A Mesa dos Três Abades terá sido construída no início do século XVII, numa iniciativa dos párocos de Vila de Punhe, Mujães e Barroselas, para assinalar o fim das discórdias em relação aos limites das freguesias.
Visitas aos museus da cidade, conferências e tertúlias, feiras e mostras de produtos locais, ‘workshop’, eventos gastronómicos, exposições, atividades desportivas e espetáculos integram ainda o programa municipal.
A vereadora da Cultura destacou, entre outros, o espetáculo “Bichos”, pela companhia “Dançando com a Diferença”, da Madeira, no dia 25, no teatro municipal Sá de Miranda e a 20ª edição do SWR Barroselas Metalfest que se realiza de 28 a 30.





















