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PSD: Concelhia responsabiliza distrital por retirada de candidatura de Eduardo Teixeira

Rádio Alto Minho

12 Abril 2017, 13:14

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A retirada da proposta de candidatura do ex-deputado do PSD Eduardo Teixeira à Câmara de Viana do Castelo nas eleições autárquicas de outubro foi justificada  pela “inércia” e “guerras internas” promovidas pela distrital liderada por Carlos Morais Vieira.

De acordo com a declaração apresentada, na terça-feira à noite, em Caminha, em reunião da Comissão Política Distrital (CPD), pelo secretário – geral da comissão política concelhia, Luís Sanches e a que a RAM teve acesso, a “indisponibilidade” de Eduardo Teixiera para encabeçar a lista à autarquia da capital do Alto Minho fica a dever-se à “inércia” e à “luta interna promovida pela distrital” .

Contactado pela RAM o presidente da CPD, Carlos Morais Vieira limitou-se a confirmar ter recebido e aceitado a declaração da concelhia social-dedmocrata, escusando-se a prestar mais esclarecimentos sobre o assunto.

Já CPC, presidida por Eduardo Teixeira, atual vereador do PSD naquela autarquia, disse que a posição oficial será tornada pública, através de um comunicado, a emitir futuramente”.

O documento de 13 pontos, elaborado pela CPC e lido pelo seu secretário-geral na reunião da distrital, refere que a candidatura de Eduardo Teixeira “começou a ser preparada a 09 de Outubro 2016, aquando da eleição daquele órgão e foi entregue, em janeiro à CPD” não tendo sido aprovada até 31 de março o prazo final definido pelo Conselho Nacional do partido para a conclusão do processo autárquico”.

“Entendemos, neste momento, ser hora de parar de exigir esforços a militantes e cidadãos quando se verifica existirem outros órgãos do partido que, demonstrando total irresponsabilidade, insistem em remar noutra direção, protelando propositadamente uma decisão há muito tomada pela maioria dos militantes da CPC de Viana do Castelo”, lê-se naquela comunicação.

Acrescenta que “este clima prejudica a candidatura e acima de tudo o partido e não encontra motivos válidos para que tal aconteça”.

“Desde a ingerência da distrital numa decisão da concelhia, que demonstra uma absurda forma de estar em democracia e um profundo desrespeito pela orgânica do PSD, passando pelo atraso constante de formalização da decisão, impedindo assim o desenvolvimento de um processo de campanha como este deveria ser feito, de tudo um pouco se fez em prol de alguns interesses, que não os do PSD nem tão pouco os dos cidadãos de Viana”, sustentou.

O documento da concelhia de Viana do Castelo acrescenta que “em condições normais”, Eduardo Teixeira “venceria as eleições para o município” mas considera que, “após todos os prazos distritais excedidos para além do razoável”, não poder “sujeitar” o candidato “a ser apanhado numa luta interna que a distrital insiste em promover”.

Revelou ter “firmado um acordo concelhio de coligação com o CDS-PP, com base nos pressupostos de liderança da coligação dos dois líderes concelhios dos partidos” e acusou a distrital de “atrasar o processo, protelando a decisão formal e extremando o prazo para além do razoável para cumprimento dos formalismos necessários”.

Na declaração, a CPC “reitera o total apoio eleitoral e político ao candidato que venha a ser indicado pela CPD às eleições autárquicas, garantindo que aquela estrutura partidária “não se demitirá de funções e continuará atenta aos problemas e necessidades dos vianenses, contribuindo nesse âmbito e como força política local para o debate esclarecido e pela melhoria das condições de vida em Viana do Castelo”.

Deputado entre 2011 e 2015 por Viana do Castelo nas listas do PSD, ex-presidente da distrital laranja, Eduardo Teixeira é economista de formação tendo sido ainda deputado municipal em Viana durante 12 anos, exercendo atualmente as funções de vereador do PSD na Câmara da capital do Alto Minho.

Nas autárquicas de 2013, encabeçou a lista do partido à Câmara de Viana do Castelo e perdeu para o socialista José Maria Costa que conquistou o segundo mandato com 22.183 votos (47,67%) e o PSD arrecadou 12.361 votos (26,56%).

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