Ponte de Lima: Apoio do PS à candidatura independente de Abel Baptista não tira identidade a ninguém
29 Maio 2017, 23:10
O ex-deputado do CDS-PP, Abel Baptista, que lidera uma candidatura independente à Câmara de Ponte de Lima, diz que o apoio que lhe foi dado pelo PS não “dilui” os socialistas nem o “integra” naquele partido.
“Nem o PS se está a diluir nem eu me estou a integrar no Partido Socialista. Antes pelo contrário. Estamos todos a fazer um processo de integração e um processo de mobilização da cidadania limiana”, afirmou Abel Batista.

O cabeça de lista da candidatura “Ponte de Lima, Minha Terra”, que falava aos jornalistas em conferência de imprensa durante a apresentação do acordo estabelecido com o PS para as eleições de 01 outubro, disse que “não nega o passado”.
“Eu não renego o partido do qual sou filiado. Neste momento tenho divergências enormes com a direção do partido, mas não deixei de ser democrata-cristão. Não é isso que está aqui em causa. Agora, antes ser democrata-cristão, sou limiano”, afirmou.
Entre 1994 e 2001, Abel Baptista foi vereador e vice-presidente da Câmara de Ponte de Lima, então liderada por Daniel Campelo.
Entre 2005 e 2016 foi deputado do CDS, eleito pelo distrito de Viana do Castelo, na Assembleia da República. Durante aquele período desempenhou ainda as funções de secretário da mesa da Assembleia da República, de presidente da Comissão Eventual para a Problemática dos Fogos Florestais e de presidente da Comissão de Educação Ciência e Cultura (2013-2015).
Em 2013 foi eleito vereador da Câmara Municipal de Monção. Em julho de 2016 renunciou a todos os cargos partidários e ao lugar no parlamento.
Hoje, no encontro com os jornalistas, Abel Batista garantiu que o apoio do PS “não implicou nenhuma condição”.
“Não há condições preestabelecidas, nem da minha parte, nem da parte do Partido Socialista, há um diálogo constante. Este não é um acordo de lugares. É sobretudo um acordo de políticas”, sustentou.
O cabeça de lista da candidatura “Ponte de Lima, Minha Terra” afirmou que o projeto autárquico “está a ser construído dia a dia, em conjunto” e onde as pessoas são a prioridade.
“Não é um projeto para o betão, não é um projeto para o território. É um projeto para as pessoas que ocupam um território. São coisas um bocadinho diferentes. É mais uma ação de coesão social [e] menos uma ação de coesão territorial. O território faz sentido para as pessoas que o ocupam, não é o contrário”, explicou.
Abel Batista adiantou que o programa eleitoral, a apresentar “em breve”, será “muito voltado para as pessoas e para as necessidades das pessoas”, apontando como exemplos “a formação, o emprego, rendimento do trabalho e as questões sociais”.
“É um projeto diferente do que existe, porque o que existe não é o que os limianos precisam. Estagnou, já deu o que tinha a dar e está em implosão, ele próprio, por dentro. Faz sentido um movimento social que seja mais abrangente”, referiu o candidato.
O presidente da Federação Distrital do PS, Miguel Alves, referiu que no acordo estabelecido com aquela candidatura de “cidadania, ninguém abdica da sua identidade”.
“O que une será um projeto para Ponte de Lima. No primeiro lugar estão as pessoas de Ponte de Lima. Pela primeira vez em muitos anos, hoje, em Ponte de Lima há alternativa ao poder instituído. Podemos falar em eleições, na verdadeira aceção da palavra. Pela primeira vez, em Ponte de Lima, não sabemos quem será o presidente de câmara”, referiu o líder do PS, que é também presidente da Câmara de Caminha.
Presente no encontro com os jornalistas, o presidente da comissão política concelhia socialista, António Carlos Matos destacou que se trata de uma candidatura independente porque “ninguém tem de prescindir do seu passado, nem esconder a sua filiação partidária ou preferências políticas”.
“Queremos contribuir, em definitivo, para a mudança do paradigma na gestão municipal de Ponte de Lima, que é, absolutamente, essencial”, referiu.





















