Chegada a Santa Luzia na festa dos 90 anos da Volta a Portugal
27 Junho 2017, 9:52
A chegada ao Santuário de Santa Luzia, em Viana do Castelo, a 09 de agosto é um dos pontos altos da 9 da Volta a Portugal em bicicleta que celebra o seu 90.º aniversário com a ausência da prova rainha, a Torre, que foi novamente ‘esquecida’ no acidentado percurso, que vai ligar Lisboa a Viseu, entre 04 e 15 de agosto.
A 79.ª edição tem partida em Lisboa. No sábado, 05 de agosto, o pelotão ruma a Vila Franca de Xira, de onde vai sair para atravessar oito municípios ribatejanos e cumprir 203 quilómetros até Setúbal, numa jornada maioritariamente plana, interrompida bruscamente pela desnivelada Serra da Arrábida.
No domingo tem uma tirada de 214,7 quilómetros, que une Reguengos de Monsaraz a Castelo Branco e que marca o regresso do Alentejo profundo ao percurso da prova rainha do calendário velocipédico nacional, depois de oito anos de ausência.
A terceira etapa vai prolongar a incursão no interior do país, com a ligação de 162,1 quilómetros entre Figueira de Castelo Rodrigo e Bragança a propor um percurso extremamente sinuoso, que terá no calor e na travessia da Serra de Bornes os principais obstáculos.
No quinto dia, terça-feira, 08 de agosto, na ausência de uma chegada à Torre, é a Senhora da Graça o palco da chegada depois de 152,7 quilómetros a pedalar desde Macedo de Cavaleiros.
Os candidatos terão novo teste, no final dos 179,6 quilómetros desde Boticas, com o Santuário de Santa Luzia, em Viana do Castelo, a ser um tradicional palco de escaramuças entre os homens da geral.
Na véspera do dia de descanso, o pelotão vai ver culminada a sequência de tiradas complicadas, com os 182,7 quilómetros entre Braga e Fafe, o Salto da Pedra Sentada e o Monte do Viso, uma contagem de montanha de primeira categoria, situada a cerca de 50 quilómetros da meta.
Depois do único dia de descanso da 79.ª edição, ciclistas retomam a marcha em Lousada, rumando na direção de Santo Tirso, mais precisamente da Senhora da Assunção, uma travessia de 161,9 quilómetros.
A oitava etapa vai servir como balão de oxigénio para os favoritos, com a ligação de 159,8 quilómetros entre Gondomar e Oliveira de Azeméis a terminar numa longa reta da meta com alguma inclinação.
Para o penúltimo dia ficou reservada a etapa rainha: apesar de ausente como meta, a Torre, ponto mais alto de Portugal continental e único prémio de categoria especial do percurso, terá uma palavra a dizer nos 184,1 quilómetros entre Lousã e a Guarda, que contemplam seis contagens de montanha
Mas só a 15 de agosto, depois do contrarrelógio de 20,1 quilómetros, percorridos em Viseu, é que será conhecido o sucessor definitivo do português Rui Vinhas (W52-FC Porto) no historial de vencedores da Volta.





















