Segurança Social está a “acompanhar e monitorizar” alegados maus-tratos na Casa dos Rapazes
09 Outubro 2017, 13:02
O Instituto da Segurança da Social (ISS) disse hoje à Rádio Alto Minho estar a “acompanhar e a monitorizar, desde a primeira hora e em articulação com o Ministério Público de Viana do Castelo, o caso de alegados maus tratos na Casa dos Rapazes, instituição que acolhe 46 crianças e jovens em situação de risco.
Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado hoje pela RAM, o ISS explicou que o acompanhamento “tem-se traduzido na realização de visitas regulares à instituição e monitorização das rotinas principais das crianças e jovens”.
O ISS adianta que esse acompanhamento resulta “do acordo de cooperação celebrado com a instituição e de acompanhamento dos processos de promoção e proteção das crianças e jovens ali acolhidas”.
O ISS escusa-se a prestar mais esclarecimentos sobre o caso por se encontrar em segredo de justiça e remete “informação mais detalhada sobre o assunto para o Ministério Público(MP) de Viana do Castelo” onde corre a investigação de alegados maus tratos a jovens daquela Instituição Particular de Solidariedade Social.
A notícia foi avançada, no domingo, no domingo pelo jornal Público.
De acordo com aquele jornal as denúncias “de humilhações e maus tratos”, que constam de 40 documentos com vídeos enviados ao MP, foram feitas por educadoras, sendo que no âmbito da investigação seis funcionários foram constituídos arguidos.
Segundo adianta o Público, quatro rapazes foram retirados de emergência da instituição, outros foram levados para outros lares de infância e juventude.
O jornal acrescenta que os suspeitos dos alegados maus tratos continuam a trabalhar na instituição e que o MP recebeu a denúncia em abril, assim como a Linha SOS Criança.
Em maio, acrescenta o jornal, foi feita uma denúncia informal ao Instituto de Segurança Social, que tutela o acolhimento residencial e que funciona na dependência da Secretaria de Estado da Segurança Social.
Segundo o Público, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens também está a par do caso e remeteu uma carta anónima para o centro distrital de segurança social.
Foto: Correio da Manhã





















