Câmara de Viana pede cumprimento dos prazos do parque éolico flutuante
27 Outubro 2017, 9:11
A Câmara Municipal de Viana do Castelo decidiu esta quinta-feira solicitar ao Governo que inicie todos os procedimentos para cumprir os prazos previstos para a construção de um parque eólico flutuante ao largo do concelho vianense.
A proposta foi apresentada pelo presidente, José Maria Costa, na reunião do executivo desta quinta-feira, e ficou aprovada por unanimidade.
O projeto foi recentemente notícia por alegadamente estar sem financiamento, tendo os acionistas do Windfloat demonstrado a sua preocupação com o deslizar dos prazos, uma vez que é necessário garantir 48 milhões de euros para financiar o cabo submarino de ligação à rede.
A moção sublinha que “perante o risco de falhar o prazo estimado para 2019 e se perderem os fundos comunitários atribuídos em 2012 pelo Programa NER300, a Câmara Municipal de Viana do Castelo vem reforçar a importância deste projeto para o desenvolvimento económico e sustentável de Viana do Castelo”.
Em causa está o projeto Windfloat Atlantic, de aproveitamento da energia das ondas, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.
O projeto eólico Windfloat, o primeiro parque com várias turbinas, num investimento de cerca de 125 milhões de euros, que deveria estar “ligada e a produzir energia de fonte rentável até 2019” de acordo com a moção apresentada.
O autarca vianense, José Maria Costa, sublinhou que o país está a passar por “uma fase complicada” mas que este é um projeto “em que vale a pena apostar”.
“É um projeto em que Portugal tem uma liderança tecnológica, temos bons parceiros tecnológicos, e acho que era também muito importante dar esse passo”, destacou o Presidente da Câmara de Viana do Castelo.























