Cerveira vai avaliar cobertura da rede móvel após abaixo-assinado de população de Sopo
01 Dezembro 2017, 8:06
A Câmara de Vila Nova de Cerveira vai avaliar o funcionamento da rede móvel de comunicações no concelho na sequência de queixas de falta de cobertura que motivaram um abaixo-assinado da população da freguesia de Sopo, informou hoje fonte autárquica.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a Câmara Municipal explica que a autarquia de Sopo apresentou um abaixo-assinado em que cerca de 250 signatários sublinham “os transtornos provocados no dia-a-dia, difíceis de quantificar”, e a “falta de respeito gritante das empresas prestadoras de serviços para com os clientes” daquela freguesia.
No documento, a população de Sopo realça as “sucessivas reclamações/alertas feitas junto das operadoras e da ANACOM [entidade reguladora das telecomunicações], numa conversa de surdos que não surtiu qualquer efeito”.
O levantamento “mais alargado e exaustivo junto das várias freguesias”, que a Câmara Municipal vai fazer, destina-se a “perceber que outros pontos do concelho estão a ser afetados pelo mesmo problema de cobertura de rede móvel”, sustenta a autarquia. Na nota, o presidente da Câmara, Fernando Nogueira, adianta que o “objetivo é ter um dossiê completo e fundamentado para solicitar uma reunião à ANACOM”.
A ANACOM diz que “as licenças atribuídas aos operadores não obrigam a garantir a cobertura total do território nacional”.
A autoridade reguladora das comunicações adiantou que “quando foram atribuídas as licenças de 4.ª geração móvel foram fixadas, no Regulamento do Leilão Multifaixa, obrigações de cobertura face à existência de várias freguesias tendencialmente sem cobertura de banda larga móvel (BLM)”.
De acordo com esse regulamento, “os operadores passaram a ter que cobrir 480 freguesias onde não existia banda larga móvel.
“Também quando foram renovadas as licenças de UMTS dos operadores móveis, a ANACOM impôs a obrigação de cobertura com banda larga móvel de mais 588 freguesias. Está incluída nesta lista a freguesia de Covas, no concelho de Vila Nova de Cerveira”, especificou.
A ANACOM acrescentou que “apesar de os prestadores apresentarem, na globalidade do país, um bom nível de cobertura e desempenho de rede, subsistem ainda, mesmo no interior de uma dada freguesia, “zonas de sombra” – nomeadamente decorrentes das próprias características do serviço, que se suporta no espetro radioelétrico – as quais poderão refletir-se numa perda da qualidade do serviço prestado ou na impossibilidade total de utilização do serviço”.
Segundo a ANACOM “a orografia do terreno, a barreira de edifícios, por exemplo, podem fazer com que numa zona que é considerada coberta afinal existam zonas sombra”.





















