Ex-trabalhadores dos Estaleiros queixam-se de falta de medidas “concretas” para resolver situação “dramática
11 Dezembro 2017, 13:34
O porta-voz dos ex-trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo, António Costa disse hoje que a reunião com o presidente da Câmara foi “vaga” e lamentou a falta de medidas “concretas” para 50 funcionários, atualmente, “sem meios de subsistência”.
“A reunião foi talvez, um bocadinho, vaga de assuntos. Isto é muito bonito ouvirmos mas é quase aquela frase que ouvia em pequenino. Olhai para o que eu digo mas não olheis para o que eu faço. Iniciámos esta ação no dia 09 de setembro de 2016. Desde essa altura, tanto o poder local como o poder central mas mais o poder central, andou-nos a prometer. Estavam a estudar, a estudar, o nosso problema. Até à data nada de concreto tem sido definido”, afirmou António Ribeiro.
Em causa estão um grupo de cerca de 150 ex-trabalhadores dos ENVC que, a partir de maio, foram perdendo o subsídio de desemprego, 50 dos quais não atingiram os 57 anos exigidos pela lei para requererem a reforma antecipada por desemprego prolongado e ainda não foram reintegrados no mercado de trabalho.
O porta-voz da comissão representativa dos ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), que falava aos jornalistas no final de uma reunião com o socialista José Maria Costa, que durou cerca de 20 minutos, referiu, que o autarca disse que “iria, com a Segurança Social, discutir e tentar resolver as situações mais complicadas”.
Questionado sobre a possibilidade de reintegração daqueles ex-trabalhadores no mercado de trabalho local afirmou que irá “aguardar por novidades”.
“Nós sempre quisemos trabalho. Há muita gente como eu, nova para reforma e que está numa situação dramática”, sustentou.
Aos jornalistas, José Maria Costa afirmou que, através do centro distrital de Segurança Social, irá “ver se há alguma situação de emergência que seja necessário atribuir apoio específico” e que, em articulação com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) será “adequado um programa de formação para as novas oportunidades de emprego que existem”.
“Há muitas empresas, neste momento, em Viana do Castelo, que têm oportunidades de emprego. Vão ser comunicadas a estes 50 trabalhadores que se encontram numa situação mais complexa ”,disse.
José Maria Costa referiu que o seu “compromisso do passado e do presente é encontrar soluções de empregabilidade”, acrescentando que “várias propostas de emprego e de formação profissional foram já apresentadas a estes trabalhadores”.
O autarca socialista afirmou que a “responsabilidade” pela situação em que se encontram estes ex-trabalhadores dos ENVC devia ser “colocada” aos sindicatos, “que deram más informações e, do ponto de vista político, há um responsável que se chama Aguiar – Branco (ex-ministro da Defesa”.
“Na altura, quando foi anunciada esta solução para os ENVC foi dito que estava tudo resolvido. Que as pessoas tinham todas as regalias e que podiam assinar um documento de rescisão da sua relação contratual com os ENVC porque todas as situações estavam resolvidas. Pelos vistos não”, destacou.





















