Vila Nova de Cerveira: Fortim da Atalaia já é Imóvel de Interesse Público
28 Dezembro 2017, 12:33
O fortim da Atalaia, em Vila Nova de Cerveira, já é Imóvel de Interesse Público. A portaria assinada pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Carrilho de Castro Mendes foi hoje publicada em Diário da República, quase 40 anos depois da Câmara de Vila Nova de Cerveira ter iniciado o processo de classificação.
De acordo com a portaria, o fortim da Atalaia, situado em Alto do Lourido, na União das Freguesias de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe, no distrito de Viana do Castelo, “possui grande relevância histórica e patrimonial, destacando-se a originalidade da sua estrutura, a sua importância no âmbito da arquitetura militar e da defesa da raia minhota”.
Propriedade privada, o fortim da Atalaia, datado do século XVII, “é a mais pequena das fortificações que constituíram o conjunto defensivo de Vila Nova de Cerveira, garantindo a sua participação na defesa do Minho durante as Guerras da Restauração”.
Em comunicado, hoje, o presidente da Câmara, Fernando Nogueira, afirmou ter sido “um percurso longo e difícil”, acrescentando que a classificação agora alcançada “constitui uma das formas de conseguir avançar com a preservação e valorizarão digna e efetiva da Atalaia”.
“Além de ficar legalmente protegida, abrem-se janelas de oportunidade para recorrer a fontes de financiamento para sua reabilitação”, afirmou, na altura, o presidente da Câmara, Fernando Nogueira, citado na nota.
“A Atalaia situada em Alto do Lourido, Lovelhe, em posição elevada, a meia encosta, e detendo um amplo sistema de vistas, funcionaria como complemento da defesa de Vila Nova de Cerveira e do Forte de Lovelhe”, sustenta a portaria hoje publicada.
Em março passado, o ministro Luís Filipe Carrilho de Castro Mendes deu parecer favorável à classificação, processo iniciado pela Câmara local há quase 40 anos.
“Embora se atribua a construção ao esforço militar de meados do século XVII, a sua tipologia denuncia ainda os modelos renascentistas, de influência italiana, que caracterizaram a primeira metade do século XVII, sendo mesmo possível que a intervenção setecentista tenha reformulado uma estrutura de origem medieval”, adianta o documento.
A classificação reconhece o interesse do imóvel “como testemunho notável de vivências ou factos históricos” e realça ainda “o valor estético, técnico e material intrínseco, a conceção arquitetónica e paisagística”, bem como a sua importância para a “memória coletiva e do ponto de vista da investigação histórica ou científica”.





















