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Marcelo promulga no hospital classificação de Sistelo como Monumento Nacional da paisagem cultural

Rádio Alto Minho

29 Dezembro 2017, 15:00

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feira à noite, no hospital, onde se encontrava a recuparar de uma cirurgia a uma hérnia umbilical, a classificação da aldeia de Sistelo, em Arcos de Valdevez, como Monumento Nacional da paisagem cultural.

A classificação da aldeia, considerada o “pequeno Tibete português”, foi aprovada num Conselho de Ministros de 07 de dezembro que fixou “restrições para a proteção e salvaguarda da aldeia de Sistelo e paisagem envolvente”.

“A decisão do Conselho de Ministros representa o culminar de um processo que reiniciamos em 2015m mas também o reconhecimento da excelência, da monumentalidade, da maravilha e do trabalho de gerações. É um grande orgulho para todos nós e para todas as gentes de Sistelo espalhadas pelo mundo”, afirmou então o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo.

Segundo João Manuel Esteves, esta foi “a primeira paisagem do país a ser classificada como Monumento Nacional”, título atribuído até então a património edificado.

Encaixada no fundo de um vale, situado às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), a aldeia de Sistelo integra a Rede Natura.

Os socalcos verdes, junto ao rio Vez, representativos “da relação que o homem desenvolveu com a natureza e a forma como a moldou”, as casas típicas, os moinhos e os espigueiros são “marcas de um passado com centenas de anos”.

O processo de classificação começou, em 2015, com a apresentação da candidatura, pela Câmara e pela Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), à Direção Geral do Património Cultural (DGPC), que o remeteu para Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, tendo sido aprovada por unanimidade.

A abertura do processo de classificação foi publicada em Diário da República, em dezembro de 2015, como forma de “preservar e valorizar” os socalcos de produção agrícola, “únicos no país”.

Em maio, a proposta foi formalizada pela DGPC ao Ministério da Cultura e fundamentada num parecer da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura.

A área agora classificada, segundo o diploma, “abrange um alargado espaço de inigualável qualidade ambiental e natural, vizinho do único parque nacional do país, o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), portador de um notável património etnográfico e histórico, marcado por centenas de anos de ocupação humana que moldaram a paisagem, com destaque para os singulares e excecionais socalcos de produção agrícola, únicos no país, e que valeram já a Sistelo uma outra classificação informal, a de pequeno Tibete português”.

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