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Cerca de 400 militantes do PSD do Alto Minho em jantar de apoio à candidatura de Santana Lopes

Rádio Alto Minho

08 Janeiro 2018, 9:17

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Cerca de 400 militantes do PSD de todo o distrito de Viana do Castelo marcaram presença, este domingo, no restaurante Camelo, em Santa Marta de Portuzelo, num jantar de apoio a candidatura de Pedro Santana Lopes a liderança do partido, cujas eleições estão marcadas para o proximo sábado.

O candidato reafirmou que se ganhar as eleições do próximo dia 13 para a liderança do partido “não fará acordos de Governo com o PS”.

“Eu quero que saibam que no sábado, dia 13 de janeiro, quando formos votar todos temos de estar bem cientes desta diferença. Se estiveram de acordo comigo tem uma razão adicional: eu não farei acordos de Governo com o Partido Socialista. Nem antes nem depois das eleições”, afirmou.

Santana Lopes disse que não se trata de uma “embirração pessoal” com o PS mas por considerar tratar-se de um “erro”.

“Se os dois partidos principais vão para o Governo quem é que fica de fora? Os extremos do sistema. Vejam o que aconteceu na Alemanha, agora”, destacou, afirmando que a “escolha” caberá aos militantes do partido.

“O que querem no próximo dia 13? Querem que regressem à direção do partido ou venham para a direção do partido aqueles que durante estes anos do Governo de Pedro Passos Coelho, constantemente, o criticaram, que andaram de braço dado com os nossos adversários?”, questionou o adversário de Rui Rio nas eleições para a liderança do partido.

Santana Lopes disse que essa é “uma opção errada” e que foi uma das razões que o levou a candidatar-se à liderança do partido.

“Eu disse que se Pedro Passos Coelho fosse candidato à liderança eu não estaria aqui neste momento. Gostem ou não gostem, ele ganhou as eleições legislativas de 2015 quando muita gente não estava à espera e muitos fizeram muita coisa para que isso não fosse possível. E se ganhou as eleições legislativas de 2015 tinha direito a concorrer às eleições de 2019. Entendeu não o fazer. Por isso também aqui estou. Aqui estou sendo eu. Não estou em nome de ninguém, não estou aqui a representar ninguém”, frisou.

Santana Lopes adiantou ter um “programa” com apostas “no crescimento económico, na coesão territorial, na reformulação das políticas sociais”.

O PSD escolherá o seu próximo presidente no dia 13 de janeiro em eleições diretas, que serão disputadas entre Pedro Santana Lopes e Rui Rio.

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