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Maria José Guerreiro diz que Caminho Português da Costa foi requalificado e quer ligar percurso à comunidade

Rádio Alto Minho

02 Março 2018, 23:05

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 Caminho Português da Costa, que liga Porto a Valença, está já requalificado e sinalizado, sendo o próximo passo o envolvimento de mais agentes, de modo a que estejam capazes de esclarecer dúvidas dos peregrinos.

O Caminho Português da Costa – que integra os Caminhos de Santiago – liga Porto a Valença, unindo um total de dez municípios, com início no Porto, passando por Matosinhos, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Esposende, Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença, tendo representado um investimento de 2,2 milhões de euros.

“Em 2016, com as candidaturas ao [programa] 2020, surgiu esta oportunidade, que foi uma candidatura feita com o enfoque no turismo, embora a temática do Caminho Português da Costa tenha muito a ver com a área da cultura. Em maio, apresentámos a candidatura, soubemos em outubro o resultado e, desde então, estamos a trabalhar”, explicou a vereadora da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Maria José Guerreiro.

Na requalificação e sinalização do percurso, houve uma “grande preocupação” em criar uma “sinalética uniformizada para que o peregrino reconheça o caminho e não se perca”, disse esta sexta-feira, na apresentação pública do Caminho Português da Costa, um projeto liderado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Por outro lado, foi elaborado um guia do peregrino e desdobráveis com informações úteis ao caminhante, além de ter sido disponibilizada uma aplicação para telemóvel, através da qual os peregrinos podem construir o seu próprio caminho.

Na apresentação do Caminho Português da Costa, que ocorreu na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), a vereadora Maria José Guerreiro admitiu que ainda há muito a fazer e sublinhou que o próximo passo é ligar o caminho à comunidade.

Isto significa garantir que os vários agentes, presentes nos dez municípios, estejam informados acerca do percurso e saibam esclarecer eventuais dúvidas dos caminhantes.

“Nós notamos que, apesar de tudo, em determinados locais encontramos pessoas que estão à frente de bibliotecas ou à frente de museus que ainda não sabem o que está a acontecer e, portanto, queremos envolver essas pessoas no projeto, para que elas também possam ter uma comunicação mais fácil e coerente com aquilo que se está a fazer”, disse a vereadora.

Maria José Guerreiro referiu, ainda, que, hoje em dia, grande parte das pessoas já “faz o caminho por uma questão que não tem a ver com religião”, mas sim por uma “questão de alternativa, lazer, reflexão pessoal e também muito numa perspetiva da cultura, do demorar”.

Segundo a autarca, atualmente o peregrino apresenta novas necessidades, pelo que não caminha tanto na perspetiva do sacrifício e “já quer ir ao restaurante, ao hotel, ou até a um Spa”.

“As pessoas chegam a um determinado local e são capazes de ficar um dia, dois dias. Isto para o turismo, para as atividades económicas, para toda a conjuntura local, é muito bom, dinamiza muito. A pessoa já não para só para dormir, mas no dia seguinte é ainda capaz de ir visitar”, acrescentou, notando que o Caminho Português da Costa tem fomentado “novas oportunidades de negócio”.

De acordo com o ‘site’ do Caminho Português da Costa, trata-se de um percurso de 149,5 quilómetros, com uma duração média de sete dias e de dificuldade média-baixa.

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