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Idosa de Viana “dada como morta” fica sem reforma desde fevereiro

Rádio Alto Minho

07 Março 2018, 10:15

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Uma pensionista de 77 anos, de Viana do Castelo, foi dada como morta pela Segurança Social e ficou sem receber em fevereiro a pensão de direito próprio e a de sobrevivência, pelo falecimento do marido.

O Instituto da Segurança Social (ISS) informou que “a pensão de direito próprio e a pensão de sobrevivência foram suspensas em resultado de uma troca eletrónica de dados com o Ministério da Justiça”.

Fonte do ISS,  lamentou o “lapso” que resultou na classificação da idosa como falecida, e sublinhou que “o erro foi corrigido, mal foi detetado”.

O ISS explicou também que “no seguimento de uma reclamação, o pagamento das pensões foi reativado e as pensões serão pagas no mês de abril, com os devidos retroativos”.

A resposta não satisfez ao genro da pensionista, Armando Sobreiro, diz que a  sogra “está muito abalada com toda esta situação, que só não é mais dramática porque ainda há algum suporte familiar. Se não houvesse, como seria? Onde está o Estado?”, questionou.

O genro da idosa explicou que a falta de pagamento das pensões começou em novembro de 2017.

“Em dezembro fomos reclamar ao Centro Distrital de Segurança Social de Viana do Castelo. Informaram-nos que, num prazo de 90 dias, deveria estar a receber novamente a pensão e até nos aconselharam, por uma questão de segurança, a fazer o pedido para receber o dinheiro por transferência bancária”, explicou.

Segundo Armando Sobreiro, “as pensões de janeiro de 2018 foram depositadas, certinhas, na conta bancária, mas não o montante em atraso de 2017”.

Em fevereiro, para “estranheza” da família, a idosa voltou a não receber.

“Fomos, novamente, ao Centro Distrital de Segurança Social e fomos informados que a suspensão se ficou a dever ao facto de a minha sogra ter sido classificada como morta. Adiantaram que iriam comunicar o caso aos serviços centrais, apontando, na melhor das hipóteses, para abril a reposição dos pagamentos”, afirmou, explicando que formalizou nova reclamação.

“Isto é vergonhoso a todos os níveis e, depois, ninguém assume responsabilidade. Uma pessoa nesta situação de que forma vai sobreviver quando é suspensa a sua única fonte de rendimentos? Durante estes meses vai viver de quê, que contas paga, como paga os medicamentos?”, interrogou-se.

O ISS foi ainda questionado sobre a existência de mais casos semelhantes no distrito de Viana do Castelo, ou em outas regiões do país, mas não respondeu.

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