Trabalhadoras fazem vigília em defesa do CAT Benjamim de Seixas
26 Março 2018, 20:44
As 15 trabalhadoras do Centro de Acolhimento Temporário (CAT) para crianças e jovens em risco de Seixas, em Caminha, vão realizar, na terça-feira, uma vigília para exigir a continuidade daquela estrutura.
Cândida Falcão explicou que “a vigília vai ter início cerca das 19:30, junto ao remo, partindo em direção ao terreiro de Caminha, onde permanecerá cerca de uma hora a uma hora e meia”.
O encerramento daquele equipamento, conhecido como CAT Benjamim, foi anunciado no início de março pela Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Viana do Castelo, responsável pela gestão daquela estrutura.
Na altura, o presidente da APPACDM de Viana do Castelo, Luiz Costa, explicou que o CAT Benjamim “é a única resposta da instituição que não é vocacionada para a área da deficiência e que acumulou, desde 2008 um défice crónico, com dívidas superiores a 400 mil euros”.
Luiz Costa revelou que “as 11 crianças e jovens em risco, atualmente a residir naquele centro vão ser encaminhadas para a resposta mais próxima” e que “algumas das 15 trabalhadoras serão recolocadas noutras respostas que a instituição tem no Alto Minho, sendo que “com outros será negociado o despedimento”, sem especificar o número de trabalhadores naquela situação.
Hoje, Cândida Falcão afirmou “não se poder decidir encerrar uma resposta social só porque é deficitária”.
Confrontada com a solução de emprego avançada, hoje, pelo presidente da Câmara de Caminha no novo Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) a criar, até final do ano, numa antiga escola de Vila Praia de Âncora, Cândida Falcão disse que “uma resposta social não invalida a outra”.
“O novo CAO que foi anunciado para Vila Praia de Âncora é uma mais-valia para Caminha que não dispõe de nenhuma resposta na área da deficiência, mas o CAT também deve continuar a funcionar”, afirmou a funcionária de 55 anos.
Cândida Falcão, trabalhadora do CAT Benjamim desde 2002, garantiu que aquela estrutura “faz falta” a Caminha e que as 15 funcionárias “não vão baixar os braços”.
Segundo o autarca socialista Miguel Alves, a criação do CAO, em Vila Praia de Âncora, com capacidade para 30 utentes, resulta de um “entendimento” estabelecido entre o município e a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Viana do Castelo.
O acordo “firmado” entre as partes surge na sequência do anúncio do fecho do CAT.
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