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Trabalhadores denunciam situação “calamitosa” da conservatória de Ponte da Barca

Rádio Alto Minho

28 Março 2018, 9:31

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Os trabalhadores da Conservatória de Ponte da Barca denunciaram hoje, numa vigília e manifestação, a situação “calamitosa” daquele serviço  que está sem conservadora desde julho de 2017.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado (STRN) diz que a conservadora que venceu o concurso para o lugar “nunca compareceu no local de trabalho”.

“Em termos administrativos, o lugar dela é na conservatória de Ponte da Barca, mas não está lá, efetivamente, a trabalhar. Está noutro sítio, em mobilidade, fazendo falta” explicou o dirigente sindical  Arménio Maximino.

Para  o dirigente do STRN, a “situação calamitosa da conservatória de Ponte da Barca deve-se, exclusivamente, às más políticas praticadas pelo Instituto de Registos e Notariado (IRN).

“A conservadora tomou posse em julho 2017, mas nunca assumiu o lugar, nunca foi sequer aos serviços de Ponte da Barca, porque o IRN entendeu, entretanto, colocá-la no arquivo central do Porto, onde existem já 12 conservadoras”, denunciou.

Segundo aquele dirigente sindical, “o funcionamento da conservatória de Ponte da Barca tem sido assegurado pelos oficiais dos registos”, lamentando que a população daquele concelho do Alto Minho esteja “privada” de serviços que “são da exclusiva competência da conservadora”.

“Toda a comunidade que recorre à conservatória, desde advogados a solicitadores e cidadãos em geral, ficam prejudicados. Alguém que se queira divorciar, obviamente, não o consegue fazer na conservatória porque não tem conservador”, especificou Arménio Maximino.

A vigília e manifestação “pacífica”, decorreu hoje entre as 08:00 e as 09:00, em frente da Conservatória do Registo Civil, Predial e Comercial de Ponte da Barca.

“O IRN tutela as conservatórias e, portanto, tem a gestão dos recursos humanos. É com a autorização do IRN que estas situações vergonhosas acontecem”, acusou Arménio Maximino, garantindo que o caso “também é do conhecimento da secretária de Estado e da ministra da Justiça que dão total conivência a este tipo de situação”.

 

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