Primeira exploração de Paredes de Coura arranca produção com 600 mil caracóis
02 Abril 2018, 10:01
A primeira exploração de caracóis de Paredes de Coura, já iniciou a produção com a colocação dos primeiros 600 mil caracóis bebés nas estufas que instaladas em Mozelos, com três mil metros quadrados.



No total, o projeto Couracol, num investimento de 20o mil euros vai ter uma área de seis mil metros quadrados para produção de caracoletas. João Gomes, o proprietário espera tirar a primeira produção, entre julho e agosto.


“O resultado vai depender de vários fatores, desde logo a taxa de mortalidade, que varia entre os 20 a 30%. Só dentro de cinco meses saberei a quantidade de caracoletas que vou produzir, sendo que cada uma tem de pesar entre 20 a 30 gramas”, explicou.
Segundo João Gomes, no verão, “quando há fartura de caracóis ”, o preço do quilo varia entre os três a três euros e meio e, no inverno, “por causa da escassez” pode subir “aos quatro euros ou mais”.
Além da área destinada à criação, a Couracol prevê a criação, em agosto, de uma maternidade de caracoletas, espécie cuja dimensão permite rendimento durante todo o ano e com um preço que compensa a sua exploração em cativeiro.
Os “bebés” da maternidade da Couracol destinam-se às próximas produções da exploração de João Gomes bem como, para venda, a outros produtores”.
“O ovo do caracol é vendido a mil euros o quilo”, frisou.
A produção da exploração de João Gomes terá como destino a Widehelix criada em janeiro de 2017 por 14 produtores de caracóis do Norte.
A cooperativa controla todo o processo do negócio, desde a produção e transformação à comercialização, e ainda dá formação e consultadoria.
Com sede em Vila Nova de Famalicão, a cooperativa foi constituída para dar “escala” a um negócio que tem como destino a Europa, o Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, entre outros mercados internacionais.
No Alto Minho, segundo João Gomes, novas explorações estão previstas para Cerdal, em Valença e para Arcos de Valdevez, além de uma já existente em Ponte de Lima que, o ano passado ficou em terceiro lugar no Prémio Empreendedorismo e Desenvolvimento Rural 2016, promovido pela Câmara de Ponte de Lima.





















