Ponte da Barca diz não a fusão dos sistemas de abastecimento de água do Alto Minho
26 Abril 2018, 11:53
A Câmara de Ponte da Barca rejeitou, por unanimidade, a constituição de uma parceria entre municípios do Alto Minho e o Estado para a gestão multimunicipal dos sistemas, em baixa, de água e saneamento. A decisão, anunciada em comunicado pelo município liderado por Augusto Marinho, foi justificada com “a ausência de investimento pela parceria na ampliação dos sistemas de abastecimento de água e saneamento, o reduzido investimento para as beneficiações de redes em mau estado, o aumento dos custos que o município terá de suportar atendendo aos autoconsumos, a perda de poder de decisão em determinados processos, tais como a atribuição de tarifários especiais e ainda a elevada tarifa que se prevê que a parceria irá praticar”.
Em causa está a proposta de criação da empresa Águas do Alto Minho, de gestão das redes de água, em baixa, e do saneamento, detida em 51% pela Águas de Portugal e em 49% pelos dez municípios da região.
Na semana passada, a Câmara de Melgaço (liderada pelo PS) informou ter rejeitado, por unanimidade, a constituição daquela parceria e apontou “como pontos cruciais” da decisão “a falta de investimento, por parte da parceria, na ampliação dos sistemas de abastecimento de água e saneamento e a elevada tarifa que se prevê”.
Hoje, na nota enviada à imprensa, a Câmara de Ponte da Barca explicou que a rejeição da parceria “é acompanhada por todas as Juntas de Freguesia do concelho e surge na sequência de várias e intensivas reuniões entre os autarcas e o grupo Águas de Portugal, que tiveram lugar nos últimos meses em Ponte da Barca por iniciativa da Câmara Municipal”.
“O processo de decisão envolveu, desde o início, e por iniciativa do presidente da Câmara de Ponte da Barca, todos os vereadores, os presidentes de Junta, o presidente da Assembleia Municipal e os partidos políticos com assento naquele órgão, por forma a que o debate sobre as propostas apresentadas fosse o mais amplo possível, assegurando uma forma mais eficaz de participação de todos num processo tão importante”, lê-se na nota.
Atualmente, o sistema de abastecimento de água em Ponte da Barca “assume um modelo de gestão dual, em que o município é entidade gestora em 14 das 25 freguesias”.





















