Mais de meia centena de trabalhadores da saúde de Viana exigem fim da precariedade
02 Maio 2018, 13:07
Mais de meia centena de trabalhadores do setor público da saúde concentram-se hoje à porta da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (USAM), em Viana do Castelo, exigindo o fim da “precariedade” que atinge cerca de 300 trabalhadores daquela estrutura.

O protesto aconteceu no primeiro de dois dias de greve nacional, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) .
Em declarações à RAM , José Coutinho, dirigente distrital do Sintap, garantiu que a luta dos trabalhadores da saúde “não vai parar” até que seja alcançado o “fim da precaridade” no setor.
“A luta não vai parar porque estamos a sentir-nos injustiçados e se não houver pressão nunca mais teremos o fim da precariedade na saúde”, afirmou o dirigente sindical, referindo que a greve, naquele que é o primeiro de dois dias de paralisação, “ronda os 80%” no distrito de Viana do Castelo.
José Coutinho disse que aquela “precariedade” atinge cerca de 300 trabalhadores.
“São funcionários ligados há mais de 15 anos à ULSAM que não são funcionários públicos e fazem o mesmo trabalho e as mesmas coisas que os funcionários públicos”, frisou.
A ULSAM é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia em Viana do Castelo e o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 13 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, servindo uma população residente superior a 250 mil pessoas. No total a ULSAM emprega mais de 2.500 profissionais, entre eles, 501 médicos e 892 enfermeiros.
A greve abrange todos os trabalhadores da saúde, exceto médicos e enfermeiros, dos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde, como hospitais ou centros de saúde.
O protesto exige a aplicação do regime de 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores, progressões na carreira e o pagamento de horas extraordinárias vencidas e não liquidadas.
O Sintap reivindica ainda a aplicação do subsistema de saúde ADSE (para funcionários públicos) a todos os trabalhadores e um acordo coletivo de trabalho para os trabalhadores com contrato individual de trabalho.
Segundo José Coutinho, o sindicato foi convocado para uma reunião na próxima sexta-feira para continuar as negociações do contrato coletivo de trabalho.
“Parece que haverá alguma abertura, mas já nos prometem abertura há dois anos e nada se resolve e continua tudo na mesma”, sublinhou José Coutinho.





















