Encontrado em Tui segundo depósito ilegal de material explosivo do mesmo dono
27 Maio 2018, 17:31
A Guardia Civil encontrou, este sábado, o segundo depósito ilegal de material explosivo em Tui, semelhante ao que explodiu, na quarta-feira passada, causando dois mortos e 37 feridos.
Neste segundo armazém, do mesmo proprietário, foram encontrados 374 quilos de pólvora e 172 de outros produtos para fabrico de explosivos. Este segundo depósito situa-se próximo da empresa pirotécnica, “La Gallega”, do mesmo dono.
A descoberta ocorreu depois de informações dadas por vizinhos, que conheciam a existência dos armazéns com o mesmo proprietário.
Segundo o jornal La Voz de Galicia, a Guardia Civil está agora a investigação a possibilidade de existência de um terceiro depósito ilegal de material explosivo.
A explosão no armazém de material de pirotecnia “ilegal”, situado na localidade de A Torre, Paramos, em Tui, provocou quarta-feira dois mortos e 37 feridos, destruiu cerca de 20 casas e provocou danos em mais de uma centena.
Na nota enviada sábado à imprensa, o município de Tui, na fronteira com Valença, no distrito de Viana do Castelo, anunciou a criação de um gabinete urbanístico, “exclusivamente, dirigido aos afetados, que prestará apoio técnico e jurídico”.
Na sexta-feira, o tribunal de Pontevedra aplicou a medida de coação de apresentações quinzenais às autoridades ao proprietário do armazém de pirotecnia.
O homem foi detido após a explosão do armazém, alegadamente ilegal, e foi presente na sexta-feira, cerca das 10:00 (hora portuguesa), a um juiz no tribunal de Pontevedra.
O detido é suspeito da prática dos crimes de homicídio por negligência, danos e lesões por negligência, risco de catástrofe na modalidade de risco provocado por explosivos e outros agentes.
De acordo com o jornal La Voz de Galicia, o proprietário da fábrica de pirotecnia La Gallega tinha guardado no armazém que explodiu mais de 1.500 quilos de substâncias explosivas.
O jornal galego adianta que, além daquele material explosivo, encontravam-se naquele armazém “muitas canas e tubos, assim como uma importante quantidade de combustíveis, tanto gasolina como gasóleo”.
O impacto do rebentamento foi sentido a vários quilómetros de distância.





















