José Maria Costa quer colocar Viana no ‘top ten’ das exportações até 2020 – FOTOS
20 Julho 2018, 15:29
O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, disse hoje que o concelho "quer estar, até 2020, no 'top ten' das exportações portuguesas, ultrapassando o Porto e Matosinhos e atingindo os mil milhões de euros".

“Viana do Castelo, em 2017, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) é o décimo sexto concelho de país com mais exportações. Contribuímos com 831 milhões de euros de exportações(…) Esperamos, em 2020, ultrapassar os 1.000 milhões de euros e ultrapassar, é o nosso objetivo, a cidade do Porto e a cidade de Matosinhos em termos de exportações. Queremos estar no ‘top ten’ das exportações. É para isso que estamos a trabalhar”, afirmou José Maria Costa.
O autarca socialista, que falava durante a inauguração da ampliação da fábrica da multinacional francesa Eurostyle Systems, no parque empresarial de Lanheses, na presença do primeiro-ministro António Costa, especificou que aquela meta será suportada pela produção dos setores eólico(30%), papel (30%)e automóvel(60%).
“O município investiu em 2017 e 2018 cerca de 9,1 milhões de euros em aquisição de terrenos e obras de infraestruturação de áreas empresariais para acolher novas empresas ao concelho”, sustentou.
Segundo o autarca, “o investimento em curso, em nove novas indústrias, em Viana do Castelo, é de 230 milhões de euros, no setor automóvel 132 milhões de euros, prevendo-se até final de 2019 a criação de 1.600 empregos”.
“Perante estes números podemos dizer ao senhor primeiro-ministro que está no Plastique Valley de Portugal. É aqui, em Viana do Castelo, onde temos o maior número de empresas do setor plástico que produz componentes para automóveis”, sustentou.

O primeiro-ministro, António Costa disse que “a qualidade dos recursos humanos e o investimento na qualificação desses recursos tem sido a chave da atração de investimento direto estrangeiro” e apontou o distrito de Viana do Castelo como um exemplo nacional.
“É muito importante o trabalho que tem vindo a ser feito nesta região e, em particular, nesta Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho para a formação e qualificação de recursos humanos. Nós sabemos bem que, nesta região, já temos, neste momento, dificuldades em encontrar mão-de-obra para a oferta de emprego que vai surgindo”, referiu.
Outras das condições para a atração de investimento, disse António Costa, é “ter um território preparado para acolher e valorizar esse investimento”.
“A Câmara de Viana do Castelo tem sido absolutamente exemplar no trabalho que tem vindo a desenvolver com criação de um cojunto muito significativo de zonas industriais. Viana do Castelo é dos concelhos onde temos conseguido atrair mais investimento. Nos últimos dois anos são oito os contratos de investimento internacional que assinámos só para instalação de atividades industriais no concelho de Viana do Castelo”, frisou.
Para o chefe de Governo, “Viana do Castelo tem conseguido, pela capacidade da Câmara Municipal, de ordenar e preparar o seu território e tem sabido perceber bem que o facto de ser uma região de fronteira não é uma desvantagem mas, pelo contrário, uma enorme oportunidade”.
“Bem sei que Viana do Castelo é um distrito que está em grande parte junto ao litoral mas é também um distrito cujas dinâmicas socio-populacionais, ao longo das últimas décadas, mais se assemelharam aos outros distritos fronteiriços do interior do país. Mas este foi, seguramente, aquele que descobriu primeiro que esta proximidade à fronteira era uma enorme oportunidade pelas cinergias que podemos ter relativamente à atividade economica que se desenvolve também do outro lado de lá da fronteira”, destacou.
A ampliação da fábrica da multinacional francesa Eurostyle Systems, hoje inaugurada por António Costa, representou um investimento de 27 milhões de euros e a criação 350 postos de trabalho.
Com esta ampliação, a fábrica instalada no parque empresarial de Lanheses “garante a duplicação da capacidade de produção, passando a faturar cerca de 50 milhões de euros”.
A primeira fase do empreendimento industrial da multinacional francesa do setor automóvel, que produz essencialmente peças injetadas de plástico para componentes da indústria automóvel, foi ampliada em 12,7 mil metros quadrados, pelo que a unidade passa a totalizar uma área produtiva e de armazenagem de 18,8 mil metros quadrados”.
Criado em 1986, o grupo está hoje espalhado por vários países, desde França, Eslováquia, Rússia, Marrocos e Portugal, e emprega cerca de 1.500 pessoas, trabalhando para as principais marcas automóveis.
O grupo tem fábricas em Viana do Castelo, Arcos de Valdevez e Estarreja e, segundo anunciou hoje a administração, prepara-se para avançar com a quarta fábrica em Portugal.
Fotos: Ricardo Sousa/DR-RAM



































