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Empresário de Viana acorrenta-se em frente à EDP para exigir pagamento de excedentes de energia

Rádio Alto Minho

03 Setembro 2018, 15:32

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Um empresário de Viana do Castelo acorrentou-se hoje a um banco de pedra, em frente às instalações locais da EDP Distribuição, “por tempo de indeterminado”, para exigir o pagamento da totalidade de kilowatts (kW) que vende à empresa.

Em 2016, Paulo Amorim, de 44 anos investiu mais de 13 mil euros numa instalação fotovoltaica, com 26 painéis que montou no estabelecimento comercial que detém em Santa de Portuzelo, naquele concelho do Alto Minho.

“Foi um investimento que decidi fazer para autoconsumo e para a venda do excedente à EDP”, adiantou o empresário, que iniciou o protesto. cerca das 09:30.

Além da corrente que colocou na cinta e que o prende a um banco de pedra, Paulo Amorim instalou ainda cartazes onde se podem ler palavras de ordem como “hoje é dia de revolta”, “notas de crédito com dados incorretos”, “investimento fotovoltaico, o proveito é da EDP”, “tenham vergonha! O ladrão sou eu?!!!”, “quero justiça!”.

Desde 2016, Paulo Amorim já se acorrentou duas vezes em frente às instalações da empresa, em Viana do Castelo.

Em 2017, o protesto foi motivado “pela falta de pagamento da energia fornecida”, e hoje, por “não estar a ser paga, pela EDP, a totalidade de kilowatts (kW), efetivamente fornecidos à empresa”.

“Uma coisa é o valor que aparece no contador inteligente que foi montado, em 2016, quando assinei contrato para a venda do excedente de energia. Outra coisa, é o montante que aparece nas notas de crédito que recebo, trimestralmente. Na última nota de crédito, que recebi em junho passado, faltam mais de 751 KW”, especificou.


 

O empresário lamentou que a EDP “esteja a pagar menos energia do que a que entrou na rede”, referindo que, “com o passar dos anos o prejuízo vai aumentando”.

“De três em três meses, estou sempre a perder dinheiro. Por ano, a minha instalação fotovoltaica produz cerca de 10 mil KW e vendo à EDP cerca de cinco mil KW. Nunca recebi uma nota de crédito com valores certos, vendo mais do que o que me pagam”, especificou.

Garantiu ter feito “várias reclamações, por escrito” junto da empresa e da ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos- mas sem sucesso.

“As respostas deles não têm fundamento”, defendeu.

Contactada pela Rádio Alto Minho, fonte da EDP adiantou que a reclamação está a ser analisada.

“Tanto quanto nos é dado a conhecer, a sua principal reclamação prende-se com o desvio de leituras entre o que consta no contador e a fatura. Já há cerca de um ano, tinha adotado semelhante comportamento tendo sido demonstrado que as suas reclamações não tinham fundamento e assentavam essencialmente em dúvidas de processo”, adianta a empresa.

A EDP Distribuição referiu que, “desde a primeira hora, a empresa mostrou-se disponível para conversar com o cliente e tentar, em conjunto, esclarecer as suas reclamações, não havendo até ao momento disponibilidade deste para esse efeito”.

Fotos:Ricardo Sousa

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