Bispo de Viana preocupado com “alguns sinais de alarme sobre a vitalidade da Diocese”
23 Setembro 2018, 12:39
O bispo da Diocese de Viana, D. Anacleto Oliveira, manifestou, este sábado, durante a apresentação da sua mais recente Carta Pastoral, preocupação com "alguns sinais de alarme sobre a vitalidade da Diocese”.
Segundo noticia a Agência ECCLESIA, com base num comunicado do secretariado diocesano das Comunicação Social, aquela preocupação consta do documento orientador para as comunidades católicas do Alto Minho no ano pastoral 2018/2019.
“A diminuição da prática sacramental, a redução da prática da catequese, da participação em ações formativas e em ações sociocaritativas”, destacou o bispo da capital do Alto Minho.
Naquela Carta, o bispo alerta ainda para o perigo da “contradição” entre o discurso e a prática dos católicos.
“Talvez, uma das razões principais da falta de evangelização ou do seu fracasso na Igreja de hoje, incluindo a nossa Diocese, seja a contradição entre o que se prega e o que se faz, ou entre o que se diz e o modo como é dito”, assinala o responsável, na sua Carta Pastoral ‘Somos Igreja que Evangeliza’, apresentada este sábado.
O bispo de Viana do Castelo pede uma Igreja “evangelizadora e acolhedora”. D. Anacleto Oliveira aponta a uma “urgente necessidade de evangelização”, que consiga ver nestes sinais menos positivos “oportunidades para a evangelização”.
Este é o segundo ano de um projeto pastoral trienal, que partiu da celebração dos 40 anos da fundação da Diocese (3 de novembro de 1977): depois de um ano dedicado à gratidão, 2018/19 centra-se na evangelização e programa de 2019/2020 vai debruçar-se sobre o acolhimento.
A Carta Pastoral ‘Somos Igreja que Evangeliza’ divide-se em cinco partes: ‘Da gratidão à evangelização’ (I); ‘Conteúdo do Evangelho’ (II); ‘Mediadores do Evangelho’ (III); ‘Destinatários do Evangelho’ (IV); ‘Da evangelização à gratidão’ (V).
O bispo de Viana realça a importância da partilha de bens, enquanto “expressão da comunhão” entre os cristãos, e pede aos sacerdotes que evitem o “escândalo” na relação com o dinheiro.





















