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Estudante de Viana é a primeira portuguesa a vencer prémio mundial que distingue jovens investigadores

Rádio Alto Minho

26 Setembro 2018, 14:06

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Raquel Gaião Silva, natural de Viana do Castelo, é a primeira portuguesa a ganhar o prémio mundial atribuído pela Global Biodiversity Information Facility Young Researchers Award (GBIF). De acordo com a página oficial daquela organização, a jovem de 23 anos, que estudou biologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, “é uma das duas vencedoras da edição 2018 daquele prémio que distingue jovens investigadores”.

Segundo aquela nota, publicada esta terça-feira, além de Raquel Gaião, “o Comité Científico do GBIF selecionou, a estudante de doutoramento norte americana Kate Ingenloff, de um grupo de 14 candidatos nomeados por chefes de delegação de 11 países participantes do GBIF”.

Na sua investigação a jovem de Viana do Castelo“tem como objetivo usar registos de ocorrência de espécies da rede GBIF e outras fontes, para examinar se e como o aumento da temperatura dos oceanos podem estar a alterar a distribuição de macroalgas ao longo da costa do Atlântico de Espanha e Portugal”.

“As algas castanhas, como laminárias e fucos, e outras macroalgas de outros grupos, agem como espécies-chave para florestas marinhas mundialmente. Os ecossistemas ricos e complexos a que dão origem, fornecem alimento, habitat e funcionam como berçários para inúmeros organismos marinhos, incluindo espécies piscatórias de grande importância económica e cultural”, adianta a nota.

Segundo a página oficial do GBIF “espera-se que a investigação da Raquel Gaião possa destacar questões importantes relacionadas aos impactos induzidos por efeitos climáticos em macroalgas marinhas, do Golfo da Biscaia até o Estreito de Gibraltar”.

Segundo GBIF, “Raquel Gaião acabou de completar a sua dissertação para o EMBC+, um mestrado internacional em Biodiversidade e Conservação Marinha, formado pelo consórcio de seis universidades Europeias, entre as quais a Universidade do Algarve, e com mais de 60 parceiros em todo o mundo”.

O programa “possibilita aos estudantes escolher os caminhos de investigação que desejam e que vão ao encontro das suas aspirações profissionais e interesses”.

Durante o terceiro semestre do mestrado, e investigadora portuguesa estudou no Instituto de Tecnologia de Galway-Mayo, na Irlanda, onde realizou cursos essenciais para o desenvolvimento de sua investigação”.

Segundo o GBIF, Raquel Gaião “foi a primeira vencedora de Portugal e o seu prémio marca o terceiro ano consecutivo em que o vencedor é um nativo da língua portuguesa, anteriormente recebidos pelos brasileiros Bruno Umbelino e Itanna Oliveira Fernandes, em 2016 e 2017, respetivamente”.

 

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