Fotografia de broa deitada ao lixo registada por morador em Arca torna-se viral no Facebook
17 Outubro 2018, 13:51
Uma fotografia de várias broas deitadas num contentor de lixo, na freguesia de Arca, em Ponte de Lima, tirada, no último sábado, por um morador naquela zona e publicada, no domingo, nas redes sociais gerou um movimento de indignação, tendo sido partilhada mais de 4.100 vezes e recolhendo 168 comentários.
“Lamentavelmente esta situação ocorreu na Freguesia de Arca e Ponte de Lima. Isto não revela cidadania responsável”, lê-se na publicação de Jorge Viana Silva, ilustrada com a fotografia de José Fornelos.
Hoje, Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que é preciso uma estratégia autónoma de combate à pobreza, à semelhança do que já acontece com as pessoas sem-abrigo, sublinhando que o momento de o fazer é agora.
“A pobreza e a sua erradicação não podem ser assuntos aos quais voltamos apenas nos momentos de crise. Agora que o tempo é de recuperação económica e financeira é o momento para agir”, lê-se na nota publicada na página da internet da Presidência da República, a propósito do Dia Internacional de Erradicação da Pobreza.
Para o Presidente, trata-se de uma data que deve ser lembrada por todos os portugueses, sobretudo nos bons momentos, e aponta que a “erradicação da pobreza e o combate às desigualdades sociais são dois dos problemas para os quais a sociedade portuguesa tem de olhar com determinação e vontade de agir”.
Vai mais longe e diz mesmo que em Portugal é preciso criar e defender a noção de responsabilidade coletiva sobre estes temas.
O Presidente da República sublinha também que a pobreza não é uma estatística, mas uma realidade, apontando que os dados mais recentes apontam para a existência de perto de dois milhões de portugueses que são pobres, muitos deles com emprego.
“Ou seja, o risco de pobreza não é uma situação marginal, que atinge apenas os mais vulneráveis ou aqueles que em determinado momento da vida se encontram em risco de exclusão. O risco de pobreza é uma realidade social à qual nenhum português pode virar as costas”, conclui o chefe de Estado.
Esta terça-feira, Dia Mundial da Alimentação, um ativista espanhol contra o desperdício alimentar apresentou em Bruxelas, na Bélgica, cerca de 1,2 milhões de assinaturas para combater está prática e exigir que os supermercados devem doar a comida que sobra para organizações não-governamentais.
Mais de um terço da comida produzida hoje acaba no lixo e, de acordo com um relatório de 2017 da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), uma em cada nove pessoas no mundo passa fome.
“Se fizerem contas simples, existe comida suficiente para que todos possamos ter uma dieta decente. 25% deste terço de comida é suficiente para que as pessoas não passem fome”, explicou o ativista esapanhol.
Com mais de 80 milhões de pessoas na Europa a viver abaixo da linha de pobreza e mais de 40 quilos de alimentos desperdiçados por supermercados numa média diária no continente, Manuel Bruscas explicou que “conseguir um consenso deve ser uma prioridade, pois a pobreza e a alimentação da população são algo básico”.
A campanha, lançada em 2015 através da plataforma de participação cidadã change.org, foi criada por Arash Derambarsh, conselheiro da cidade parisiense de Courbevoie e impulsionador da atual legislação francesa contra o desperdício.
A lei na França obriga os supermercados com mais de 400 metros quadrados a doar a comida que sobra.





















