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Esquema “fraudulento” no Turismo do Porto e Norte terá lesado o Estado em 5ME

Rádio Alto Minho

18 Outubro 2018, 17:50

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O alegado esquema "fraudulento"  relacionado com a viciação de contratos públicos, que levou hoje à detenção do presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, terá lesado o Estado em mais de cinco milhões de euros. Segundo a Polícia Judiciária do Porto, os alegados ajustes diretos terão sido concedidos por valores muito acima do mercado e, por vezes, sem que o serviço fosse prestado. No total,  os ajustes diretos realizados nos últimos dois a três anos, ultrapassam os cinco milhões de euros.

A lista dos detidos inclui três “figuras de topo” do Turismo Porto e Norte de Portugal, ligadas à chefia do Departamento Operacional e à Direção do Núcleo Financeiro e Jurídico, entre eles o presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira.

Entre os detidos estão ainda um empresário da zona da Maia e outro da região de Viseu.

Os cinco detidos no âmbito da designada operação “Éter” que começou há dois anos, serão presentes esta sexta-feira a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal, no Porto.

Em causa estão crimes de corrupção, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influências, recebimento indevido de vantagem e participação económica em negócio em procedimentos de contratação pública no Norte do país.

“A investigação, centrada na atividade de uma pessoa coletiva pública, determinou a existência de um esquema generalizado, mediante a atuação concertada de quadros dirigentes, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto com o desiderato de favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular, assinala a PJ, através da sua Diretoria do Norte.

Na operação policial hoje tornada pública realizaram-se 11 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, nas regiões de Porto, Gaia, Matosinhos, Lamego, Viseu e Viana do Castelo e estiveram envolvidos 50 elementos da Polícia Judiciária, incluindo inspetores, peritos informáticos e peritos financeiros e contabilísticos.

A investigação, refere a polícia, prossegue no sentido de determinar todas as condutas criminosas e o seu alcance.

Os detidos, com idades compreendidas entre os 42 e os 54 anos, sendo três dirigentes de entidade pública e dois empresários, vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

Foto retirada da página de Melchior Moreira no facebook

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