Fraca participação em petição pública ‘online’ para “salvar” prédio Coutinho leva promotor a publicitar ação em jornal nacional
25 Outubro 2018, 17:59
O número "reduzido" de assinaturas na petição pública lançada ‘online' para "salvar" o prédio Coutinho da demolição levou um dos promotores a publicitar a iniciativa num jornal diário. A petição foi publicada na secção destinada à publicidade, durante cinco dias consecutivos, entre 03 e 07 de outubro.
O edifício de 13 andares, que já chegou a ser habitado por 300 pessoas, está situado em pleno centro histórico da cidade e tem demolição prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, para ali ser construído o novo mercado municipal.
O processo está suspenso desde janeiro, a aguardar decisão judicial da providência cautelar movida pelos últimos 14 moradores do prédio Coutinho.

Robert Silley, de 76 anos, proprietário de um apartamento no prédio Coutinho, explicou que o objetivo foi divulgar a ação, promovida pelos últimos moradores no edifício.
“A petição não tem tido sucesso. Precisamos de 1.000 assinaturas para que o documento chegue à Assembleia da República e de 4.000 para que seja discutido em plenário”, explicou hoje à agência Lusa.
Intitulada “Salvar o Prédio Coutinho” a petição publica ‘online’, dirigida ao presidente da Assembleia da República e hoje consultada pela Lusa recolhia 233 assinaturas.
“Além de ser um desperdício de dinheiros públicos, trata-se da destruição de património da cidade porque construção com aquela qualidade já não se faz”, sustentou Robert Silley.
O homem, que reside há 45 anos no Canadá e que costuma passar férias no apartamento que herdou da mãe, adiantou que o local onde está situado o prédio, no centro histórico da cidade “não é a melhor localização para o novo mercado municipal de Viana do Castelo”.
“Há sítios melhores para o mercado municipal, como o complexo da marina ou o centro comercial 1º de Maio”, especificou.
Robert Silley diz que tem um “grande apego” ao apartamento de que é proprietário no prédio Coutinho e considera que a sua desconstrução “é um desperdício para o país que tem tantas carências e gasta dinheiro público a destruir património”.
A empreitada de desconstrução do prédio Coutinho foi lançada a concurso público no dia 24 de agosto de 2017, por 1,7 milhões de euros, através de anúncio publicado em Diário da República. Em outubro, a VianaPolis anunciou que a proposta da empresa DST – Domingos da Silva Teixeira venceu o concurso por apresentar a proposta mais favorável, orçada em 1,2 milhões de euros.





















