Arcos de Valdevez aprova orçamento de quase 28 milhões de euros para 2019
31 Outubro 2018, 23:03
A Câmara de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, aprovou para 2019 um orçamento de quase 28 milhões de euros, mais um milhão do que em 2018.
João Manuel Esteves destacou que aquele plano, aprovado pela maioria PSD (seis elementos), “assenta no financiamento por fundos comunitários” e defendeu que o documento “irá privilegiar as pessoas, as famílias e o investimento empresarial”.
O Plano de Atividades e Orçamento de Arcos de Valdevez, no valor de 27.863.300 euros, foi aprovado, na sexta-feira, com o voto contra do único elemento da oposição no executivo, a vereadora do PS, Dora Brandão.
João Manuel Esteves explicou que “a qualificação dos recursos humanos vai ser a grande aposta do executivo municipal em 2019, reforçando a ação social escolar, a atribuição de bolsas de estudo e requalificando equipamentos escolares”.
O autarca social-democrata referiu que o documento prevê também o “apoio ao repovoamento do concelho, contemplando melhores soluções para os jovens conseguirem terrenos a preços apelativos e construírem as suas habitações ou para arrendamento”.
Relativamente aos apoios às famílias, o autarca disse estar prevista “a redução de impostos e taxas municipais e o investimento na qualidade de vida das pessoas quer seja através da reabilitação do espaço público quer de serviços como o abastecimento de água e saneamento básico”.
João Manuel Esteves salientou também a “forte aposta no alargamento dos parques empresariais e na promoção turística do concelho”.
“A estratégia de desenvolvimento de Arcos de Valdevez está alinhada com a União Europeia e o Portugal 2020. Queremos um concelho mais inovador, mais sustentável, mais próximo, mais inclusivo e conectado”, sustentou.
Já a vereadora do PS, Dora Brandão, lamentou que, “mais uma vez, o executivo de maioria social-democrata tenha entregue um documento “tardiamente e incompleto, sem orientações políticas, apenas com a listagem das receitas e despesas”.
Segundo a vereadora, o documento foi lhe entregue “via email, ao final do dia”, na véspera da discussão, “quando o prazo mínimo legal são 48 horas”.
Dora Brandão considerou que a receita prevista no documento “é pouco rigorosa por considerar valores para impostos municipais, nomeadamente o IMI e o IMT, que ainda não foram deliberados”.
Condenou ainda “a afetação de verbas para as juntas de Freguesia”, referindo que “os protocolos que estão previstos têm o mesmo valor, 30 mil euros, para todas as freguesias independentemente do território, da população e das características de cada uma”.
“Essa afetação deveria assentar em critérios de fixação da população uma vez que Arcos de Valdevez é dos concelhos do distrito de Viana do Castelo que mais população perdeu nos últimos anos”, justificou, defendendo que o documento “não aumentou as verbas de apoio às famílias”.





















