“Queremos que o Governo espanhol assuma os seus compromissos e inicie a limpeza da zona afetada pela explosão”, disse Carlos Vázquez Padín aos jornalistas à porta do Ministério da Política Territorial espanhol.
O autarca reclama que houve “vários compromissos verbais sobre a limpeza da zona e remoção dos escombros” feitas pelas autoridades nacionais.
“Já fizemos uma primeira parte do trabalho de remoção dos destroços” e também “entregámos em setembro um projeto de limpeza da zona”, explicou o autarca.
Um armazém clandestino de material pirotécnico explodiu em 23 de maio último no bairro da Torre de Paramos, concelho de Tui, tendo duas pessoas morrido e 37 ficado feridas.
O acidente também teve como consequência que 31 casas foram totalmente destruídas e 300 danificadas, afetando um total de 800 pessoas.
“É fundamental que se inicie rapidamente a limpeza da zona para que na primavera se possa iniciar a reconstrução das casas destruídas”, disse Carlos Vázquez Padín, que considerou a deslocação a Madrid com um saco de entulho da “zona zero” da explosão da fábrica como um “ato simbólico”.

O autarca acusou ainda o Governo central espanhol de “falta de lealdade institucional” por não ter respondido a nenhuma carta ou correio eletrónico enviado pela Câmara Municipal de Tui.
“No início, o atraso de Madrid era justificado pela mudança de Governo [em 02 de junho último], mas agora essa justificação já é pouco válida”, concluiu o presidente da autarquia.
O proprietário do armazém clandestino está em prisão preventiva desde maio. Além daquele armazém, Francisco Lameiro detém ainda uma fábrica de pirotecnia, situada na localidade de Baldráns, entretanto selada pela polícia.
O homem encontra-se indiciado pela prática dos crimes de homicídio por negligência, danos e lesões por negligência, risco de catástrofe e posse ilegal de explosivos.