Técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica voltam à greve esta quarta-feira
04 Dezembro 2018, 17:31
Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica regressam esta quarta-feira aos protestos com uma greve que decorrerá em dias intercalados até ao final do mês para exigir a conclusão do processo negocial de regulamentação das carreiras.
A greve afetará praticamente todos os serviços de saúde, com especial incidência nos blocos operatórios, altas e internamentos hospitalares, diagnósticos diferenciados em todas as áreas de intervenção clínica, planos terapêuticos em curso, distribuição de medicamentos e prevenção em saúde, referem em comunicado os sindicatos que promovem o protesto.
A greve começa às 00:00 de quarta-feira com uma “paralisação total do trabalho” até às 24:00 de quinta-feira, sendo assegurados “apenas os serviços mínimos previstos na lei”, afirma o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas do Diagnóstico e Terapêutica.
A paralisação é acompanhada, na quarta-feira, com concentrações em frente ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e junto à estátua de João Gonçalves Zarco, no Funchal. Na quinta-feira, estão marcadas concentrações no Porto e em Coimbra.
Após estas datas, a greve decorrerá em dias intercalados até ao final do mês (11, 12, 14, 18, 19, 21, 26, 27, 28 e 31 de dezembro).
Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT) consideram inaceitável que o Governo possa tentar encerrar o processo negocial, unilateralmente, sem acordo com os sindicatos.
Os profissionais exigem que o Governo aceite as propostas dos sindicatos de tabela salarial, que concorde com as regras de transição propostas pelos sindicatos, que incluam a colocação dos trabalhadores nas três novas categorias da carreira revista e o “correto descongelamento das progressões” dos profissionais, independentemente do vínculo laboral.
Os TSDT são constituídos por 19 profissões e abrangem áreas como as análises clínicas, a radiologia, a fisioterapia, a farmácia, a cardiopneumologia, entre outras, num total de cerca de 10 mil profissionais em exercício nos serviços públicos de saúde.





















