O presidente da Câmara de Viana do Castelo e líder da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho justifica a proposta com o desenvolvimento “acentuado” que o Alto Minho, o Baixo Minho, a zona do Cávado e do Ave tiveram nos últimos anos na área do turismo, com investimentos privado e público.
O autarca socialista, para quem o Minho é a região “mais vibrante” do Norte para liderar a entidade, entende que a TPNP “deve estar ao serviço da região”, e não apenas de uma parte do Norte.
O autarca da capital de distrito de Viana do Castelo e líder da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho disse estar a “veicular o pensamento de muitas pessoas da região que entendem que a região do Minho não foi bem tratada como gostariam no contexto regional”.
“Atendendo ao bom desempenho que todas as atividades económicas, associações, autarquias, entidades intermunicipais têm feito ao longo destes últimos anos, com crescimento das exportações, do número de alojamento, de estadias na região, acho que faria todo o sentido ser agora a vez de alguém do Minho liderar o TPNP”, frisou.
Defendeu que essa liderança permitiria “retomar, novamente, a cooperação e espaço de ação junto da Galiza e Castela Leão”.
“Era altura, de facto, da região do Minho assumir esta liderança e há pessoas com capacidade, que estão à frente de instituições que já têm dado provas de que podem fazer esse trabalho (…), para que a promoção do turismo seja vista do ponto vista segmentado, mas de uma forma mais global”, realçou.
O presidente da Comissão Executiva da TPNP, Melchior Moreira, está atualmente em prisão preventiva no âmbito da Operação Éter, uma investigação em curso da Polícia Judiciária sobre uma alegada viciação de procedimentos de contratação pública que culminou com a indiciação de cinco arguidos.
Entre os restantes quatro arguidos encontram-se Isabel Castro, diretora operacional da TPNP, que ficou suspensa de funções e com proibição de contactos, e Gabriela Escobar, jurista na mesma entidade, que ficou sujeita a proibição de contactos.